ColunistasDestaquePe. José Raimundo (Mundinho)

Reflexão: Educação ambiental!

Pe. Mundinho, sdn

Tratar da ecologia e do meio ambiente em várias oportunidades não se torna enfadonho e nem redundante, devido à necessidade de nos posicionarmos diante do planeta que sofre as consequências de um brutal aquecimento e que tem ocasionado mudanças significativas no sistema climático. A falta de chuvas em algumas regiões e a abundância em outras, o calor e o frio excessivo, são algumas das características do nosso tempo (clima). A opinião científica atual sobre as mudanças climáticas é de que continua crescendo o aquecimento global. Este aquecimento tem causa: atividades humanas que aumentam as concentrações de gases estufa na atmosfera, tais como desflorestamento e queima de combustíveis fósseis, crescimento populacional, urbanização, industrialização, erosão, poluição atmosférica, destruição da camada de ozônio, dentre outros, obrigaram o mundo a refletir sobre a necessidade de impulsionar a educação ambiental. Esta constatação se dá por meio de relatórios de síntese, instituições científicas de relevo nacional ou internacional e pesquisas de opinião entre cientistas do clima.

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Por outro lado, encontramos opinião contrária que unem vozes e depoimentos negando a ciência. É o que se denomina de “Negacionismo climático”. Alguns países têm se negada à reeducação ambiental com atitudes e posturas contrárias a todo movimento de proteção do planeta.

O negacionismo ocorre “especialmente nos Estados Unidos e no Reino Unido, onde é promovido por um pequeno mas poderoso lobby, principalmente organizado pela indústria dos combustíveis fósseis. As principais razões para a negação do consenso ou de partes da ciência do clima são os pensamentos de que o combate ao aquecimento e a mudança para um modelo sustentável ou serão custosos demais ou ineficazes, ou que de alguma forma ameaçam a liberdade individual, a soberania das nações, a propriedade privada, o livre mercado e/ou a acumulação de capital. O negacionismo climático tem sido considerado uma grave ameaça ao bem comum e ao futuro das gerações e tem sido extensivamente associado a grupos conservadores e ultraconservadores, ideologias fundamentalistas, preconceitos de classe, desonestidade intelectual e atividades criminais ou obscuras”.

O Papa Francisco escreveu a encíclica Laudato si’ (português: Louvado sejas; subtítulo: “Sobre o Cuidado da Casa Comum”), na qual critica o consumismo e desenvolvimento irresponsável e faz um apelo à mudança e à unificação global das ações para combater a degradação ambiental e as alterações climáticas. A encíclica foi publicada oficialmente em 18 de junho de 2015, mediante grande interesse das comunidades religiosas, ambientais e científicas internacionais, dos líderes empresariais e dos meios de comunicação social. As afirmações da encíclica sobre as alterações climáticas estão de acordo com consenso científico sobre as alterações climáticas.

Necessitamos urgentemente de acentuarmos e perseverarmos na intitulada Educação Ambiental. Não podemos fugir do processo de educação responsável para formar indivíduos preocupados com os problemas ambientais e que busquem a conservação e preservação dos recursos naturais e sua sustentabilidade.

Através da educação ambiental se tenta despertar, em todos, a consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente. Ele não pode esquecer da importância da natureza, da qual é parte integrante. Desde cedo na história humana, para sobreviver em sociedade, todos os indivíduos precisavam conhecer seu ambiente. O início da civilização coincidiu com o início do uso do fogo e de outros instrumentos para modificar o ambiente. Com os avanços tecnológicos, esquecemos que nossa dependência da natureza continua.

“A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal”.

(Art. 2° da  Lei nº 9 795 ( de 27 de abril de 1999) da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) do Brasil).

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