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Bombeiros alertam sobre risco de afogamentos no verão

O aumento da temperatura traz também maior procura por locais para se refrescar como rios e cachoeiras. O grande problema é que muitas pessoas não adotam os cuidados necessários e acabam tornando-se vítimas de afogamento. Para tentar prevenir esse tipo de acidente, o Corpo de Bombeiros faz alguns alertas e dá orientações.

O Estado de Minas Gerais possui uma vasta rede hidrográfica, com rios de muitas características (caudalosos, com correntezas, profundos, águas sem visibilidade, etc), além da existência de muitos lagos artificiais, represas e inúmeras piscinas de clubes ou residências. Com a chegada do verão, aliado ao período de férias escolares e a alta temperatura climática, que é comum em algumas regiões do estado, as famílias, geralmente, como forma de lazer e recreação utilizam as piscinas de casa ou de clubes ou ainda se deslocam para os locais onde há balneários, rios, córregos, lagoas, represas ou praias para se refrescarem e divertirem. Para evitar que esse momento de lazer termine em tragédia, o Corpo de Bombeiros Militar atua na prevenção, adotando como medida de segurança, a divulgação de orientações a todos aqueles que irão utilizar esses locais como lazer e recreação.

 

Tenente Flávio Mota, comandante do 2º pelotão com sede em Manhuaçu, conversou com a reportagem do Tribuna do Leste e destacou a principais recomendações para os banhistas. “A primeira orientação que a gente passa é quanto ao uso abusivo de bebida alcoólica para quem está pretendendo nadar especialmente em represas, cachoeiras e etc. O risco de afogamento nesse caso aumenta bastante.

Também orientamos para que as pessoas procurem estar sempre acompanhadas quando

vão a esses lugares, porque assim, em caso de perigo, quem está de fora pode tentar ajudar ou até mesmo buscar por socorro” – destacou. Tenente Flávio disse ainda que é importante ter o mínimo de conhecimento do local onde vai se banhar. “É recomendado que ninguém se aventure por locais desconhecidos. A natureza promove mudanças contínuas e aquele local que a pessoa se banhou em outra oportunidade, pode não estar do mesmo jeito agora. Nunca se sabe o que vai ser encontrado debaixo d’água” – alertou o comandante.

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Klayrton de Souza / Consultoria: Daniel Muñoz, professor de medicina legal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo   

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