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Após oito anos, menina que foi salva pelos Bombeiros durante o parto conhece seus herois

A história de Tais Rilari, hoje com oito anos de idade, começou na madrugada do dia 29 de junho de 2010, quando sua mãe entrou em trabalho de parto em casa e os familiares acionaram o Corpo de Bombeiros. Uma equipe composta na época pelo Sargento Eduardo Dias e os então Soldados Sanches e Souza, hoje ambos sargentos, de imediato atenderam a ocorrência.

“Na madrugada esta tudo tranquilo, quando entrou a chamada e quando chegamos ao local já estava em trabalho de parto e nos deparamos com um parto complicado, a criança estava virada e já havia os membros inferiores e superiores e faltava sair a cabeça da criança”, disse o Sargento Eduardo Dias

Conhecido como parto pélvico, quando o bebê está sentado e nasce pelos pés, na maioria dos casos é recomendado a cesariana. “O parto foi complicado, a criança não estava recebendo oxigenação e já estava com a pele arroxeada e quando nasceu, não estava respirando. De imediato, parte da equipe amparou a mãe e a imobilizou para o transporte até a maternidade, onde iniciamos manobras de ressuscitação na criança para que ela voltasse a respirar, vindo ela a chorar no momento que entrou na ambulância, um alívio muito grande para todos nós”, lembra o Bombeiro Militar.

Passados oito anos, Letícia Cabral resolveu surpreender os bombeiros, aproveitou o feriado de Carnaval e levou os filhos para conhece seus herois. Além de Tais, protagonista desta história, ainda acompanharam a visita, a mãe de Letícia, dona Marilza, o outro filho Jefferson e o sobrinho Antony. “Eu vim aqui realmente para agradecer e mostrar a eles a vida que eles salvaram. Hoje minha filha corre, brinca, está ao meu lado porque Deus permitiu que eles a salvassem e só tenho que agradecer a Deus e ao trabalho deles”, disse Letícia.

Durante a visita, a família conheceu como funciona a unidade do Corpo de Corpo de Bombeiros de Manhuaçu, os veículos e equipamentos e a pequena Tais experimentou a emoção de vestir a roupa de um bombeiro. “Em todos os meus anos de Bombeiro, essa é a primeira vez que recebo a visita de uma criança na qual participei de um parto, geralmente realizamos visitas tranquilizadoras após as ocorrências, mas sermos procurados pela mãe e, o que é melhor, acompanhada da criança que ajudamos a nascer e a viver, é muito gratificante, isso só nos incentiva ainda mais a fazer o nosso trabalho cada vez melhor. Não há dinheiro no mundo que pague a satisfação de poder salvar uma vida”, completa Eduardo Dias.

Jailton Pereira

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