Lindaura da Silva, 43 anos, moradora da região da Parada Breder, zona rural de Reduto há mais de um ano e meio luta por uma cirurgia no ombro do marido, que se acidentou durando o trabalho na roça e desde então está impossibilitado de trabalhar.
Lavrador, João Batista reside com a esposa e o enteado João Vitor da Silva Vitali, um jovem excepcional de 27 anos, que fica a maior parte do tempo acamado. No momento a única renda da família é o benefício que recebe para o filho.
Lindaura conta que o esposo sofreu a queda enquanto trabalhava no meio da lavoura que estava sem condições favoráveis para executar a atividade, desde então a vida da família mudou completamente. “Eles estavam na lavoura e no dia chovia bastante, então ele escorregou e na queda rompeu os tendões do ombro, isso foi há cerca de um ano e meio, depois disso, o dono do sítio onde morávamos e ele trabalhava, ficou insistindo até mesmo contra a sua vontade assinou um acordo e saiu de lá e desde então ele não consegue trabalhar e nem consegue a cirurgia”, explica Lindaura.
Sem trabalhar há mais de um ano, João Batista não sabe mais como arcar com as despesas de casa e o sustento da família. O lavrador espera por decisão das autoridades. Enquanto isso a família luta para sobreviver.
“Estamos a ponto de desespero, preciso trabalhar e não posso por causa desse acidente e mesmo assim, segundo os médicos terei que me adaptar à outra atividade, pois não poderei mais trabalhar na roça por causa do problema causado pelo acidente”, lamenta.
Secretaria de Saúde de Reduto
Em contato com o secretário de Saúde de Reduto, Pedro Amengol, ele assumiu a Secretaria a pouco mais de 120 dias e tomou conhecimento do problema da família, mas ao procurar o prontuário do paciente, este não estava mais na Secretaria. “Por algum motivo os papéis foram retirados de Reduto, em busca de um tratamento alternativo em Juiz de Fora, mas que também não deu certo. Eu conversei com a esposa do lavrador, a Sra. Lindaura e expliquei para ela o seguinte: vamos iniciar todo o processo novamente, conseguimos remanejamento junto a Manhuaçu, 04 vagas para cirurgia de alta complexidade, que é o caso de João Batista, no entanto, temos seis pacientes esperando por cirurgias. Então todos os exames foram encaminhados para Belo Horizonte e quem decide quem vai passar pela cirurgia é a junta médica da capital, o que nos resta agora é esperar”, explicou o secretário.
Ainda segundo Pedro Amengol, o prazo para a decisão sobre quem será beneficiado com a cirurgia é neste início do mês de setembro. “Aí, caso seja negada a cirurgia ao paciente, vamos buscar outros meios para realizá-la, mas de antemão já adianto, o caminho é longo”, finaliza.
Jailton Pereira



