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Chuvas deixam Defesa Civil em estado de atenção

O período chuvoso estende-se de outubro a março, com destaque para os meses de janeiro, novembro e, principalmente, dezembro. Os municípios devem manter os planos de contingência sempre atualizados para garantir resposta rápida e de qualidade à população. De acordo com levantamento feito pela Defesa Civil Estadual, entre 2013 e 2018, 57% de todos os desastres ocorreram em dezembro. Os dados servem de referência para que as administrações municipais se organizem para preparar e mobilizar equipes.

Segundo informações da coordenadora municipal de Defesa Civil, Vininha Nacif, as chuvas devem cair com maior frequência em Manhuaçu a partir desta segunda quinzena de novembro, conforme consultas em órgãos meteorológicos como Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Climatempo. Vininha Nacif lembra que podem ocorrer variáveis nas previsões tendo em vista que se baseiam em tendências. Ela reitera que as temperaturas continuarão altas e a média de chuva permanecerá baixa.

“Vamos ter pouco tempo de chuvas, mas os temporais podem trazer perigo, pois geralmente vem precedido de ventanias e às vezes até mesmo de granizo”, disse.
Vininha Nacif reitera que a instituição conta com o apoio do Cemaden – entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que ajuda a medir o índice de chuvas.

Ela reitera que qualquer cidadão pode acessar o site da instituição (www.cemadem.gov.br) e procurar informações de chuvas em Manhuaçu – basta acessar a página e procurar por pluviômetros, mapa interativo e localizar a região de seu interesse. “No local a pessoa encontra o gráfico informativo de quanto choveu em Manhuaçu, em qual horário, dia”, explica. Vininha Nacif salienta que a cidade conta com dois pluviômetros instalados em pontos estratégicos, e estes equipamentos são os responsáveis por transmitir os dados ao Cemaden.

Ela explica que as defesas civis de todo o estado trabalham sob a ótica da prevenção e por isso conta com alertas representados por cores – que informam o grau de periculosidade de cada incidência na região. “O alerta laranja é quase pico de perigo. Quando emitem alerta vermelho significa que uma chuva muito perigosa pode ocasionar vários transtornos para a cidade”, explica.

Segundo a coordenadora municipal de Defesa Civil, o órgão monitora os pontos onde há risco de deslizamento de terra – considerados fatores preocupantes, pois além de destruírem estradas e imóveis, são eventos rápidos, que na maioria das vezes não permitem que os atingidos consigam escapar sem ferimentos.

Queda de árvore

Na quarta-feira, 20, uma árvore de grandes proporções localizada na escadaria Alfredo Damasceno, no bairro Nossa Senhora Aparecida, se partiu, em decorrência de um forte temporal e veio a colidir com um prédio. Não houve vítimas, mas a estrutura do edifício foi danificada.

A Defesa Civil, juntamente com o Corpo de Bombeiros de Manhuaçu, estivera no local para avaliar o grau de danos provocado pela colisão, tanto no prédio em questão quanto em outras moradias, e mesmo o ESF do bairro, que está ao lado do prédio atingido. “É uma árvore cedro de grande porte que sofreu um deslizamento no terreno em que estava e caiu parcialmente sob a cobertura do prédio.

E a equipe do Corpo de Bombeiros realizou o corte, pois a árvore oferece risco aos moradores e a Energisa colaborou no sentido de desligar a rede elétrica para evitar maiores danos”, informou a coordenadora municipal de Defesa Civil.
Sobre a árvore, Vininha Nacif informou que os moradores já haviam solicitado a sua remoção aos órgãos ambientais, mas havia uma complexidade em relação a sua retirada pois se tratava de uma árvore protegida por lei.

Danilo Alves

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