
A enchente do Rio Manhuaçu no final do mês de janeiro deixou um rastro de lama e sujeira pelas ruas. Após o nível da água baixar, centenas de pessoas começaram os trabalhos de limpeza. Rodos, vassouras, pás, enxadas e água. Tirar toda a lama e a poeira que ficou impregnada por toda a cidade demandou água, muita água. Com isso, o CISAB (Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Zona da Mata) e o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), decidiram por dar descontos nas contas de água das residências e comércios atingidos pela enchente.
O benefício da cobrança pela média de seis meses não é automático. Ele deverá ser requerido no SAAE Manhuaçu com documentação que comprova que o imóvel foi afetado. “Conseguimos, em consulta ao CISAB, fazer a média dos últimos seis meses, de junho a dezembro. No mês de janeiro, em que houve o consumo alto, muitas vezes rompeu cano e perdeu água, não será contado como leitura. Ela será feita normalmente, mas no pagamento virá o valor médio dos últimos seis meses, que foi relativamente um período de consumo baixo”, explica o diretor do SAAE, Luiz Carlos Carvalho.
É importante salientar que o benefício é apenas para as áreas atingidas pelas enchentes. O órgão terá controle sobre os pedidos do benefício baseado na localização da residência, evitando fraude e possíveis casos de pessoas que não foram afetadas se aproveitando da situação. “Nós temos um levantamento na prefeitura, no SAAE e na Secretaria de Ação Social dos lugares atingidos. Quem foi afetado, deve procurar o SAAE. A leitura será feita normalmente, então quem se sentir lesado terá que provocar esse desconto. Temos a relação de todas as ruas, esse pessoal é só chegar que estaremos prontos para atendê-los”, reitera o diretor.
Fornecimento
Por conta das enchentes, o fornecimento de água em toda a cidade esteve prejudicado. A Estação de Tratamento de Água (ETA) operou com vazão abaixo da capacidade e as bombas do Rio Manhuaçu ficaram submersas. “Estamos fornecendo água normalmente e com qualidade para a população. O SAAE perdeu o parque de bombas para captação do bairro Lajinha, rompimento de adutoras, rompimento de redes na cidade e o consumo aumentou em mais de 500%. Ficamos um período de dois ou três dias tratando só 80% da nossa quantidade e isso dá uma defasagem porque aumentou o consumo nas partes baixas e faltou tratamento. A partir deste final de semana, estamos monitorando através da telemetria e todos os sistemas estão abastecidos”, pontua o diretor do SAAE.
João Vitor Nunes



