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Recupera Manhuaçu: doações chegam de várias cidades da região e outros estados

As imagens das chuvas em Manhuaçu e região correram as redes sociais e foram visualizadas em todo o país comovendo pessoas de vários estados, formando uma verdadeira corrente de solidariedade. De Cordeirópolis, no estado de São Paulo e Teresópolis, no Rio de Janeiro vieram caminhões de donativos para os atingidos pela enchente.

A cidade paulista é uma das que mais concentram mineiros que trabalham nas indústrias de cerâmicas e o movimento foi encabeçado pelas igrejas, já que muitos dos atingidos são parentes ou amigos dos moradores de Cordeirópolis.

De Teresópolis chegou em Manhuaçu um caminhão com móveis, cestas básicas e água mineral, a mobilização partiu de amigos, os empresários Leonardo Vasques e Ronaldo Bonato.
Ronaldo mora em Manhuaçu a menos de um ano e já vivenciou uma tragédia semelhante na cidade da região serrana do Rio de Janeiro. “Sei muito bem o que estas pessoas estão passando. Atualmente moro em Manhuaçu e este é um momento de unir forças. Leonardo me ligou e disse que estaria reunindo junto aos amigos em Teresópolis uma corrente de solidariedade para arrecadar donativos para Manhuaçu e conseguiu um caminhão de doações”, disse Ronaldo.

Leonardo Vasques, além de ajudar na arrecadação dos donativos, veio para Manhuaçu participar da entrega dos donativos. “Este é um momento de união, como já dito anteriormente, vivenciamos uma tragédia parecida com esta em Teresópolis e naquela época muitas cidades nos ajudaram a reerguer e assim está sendo com Manhuaçu, todos unidos com um só ideal, reconstruir a cidade”, relata o empresário.

Durante toda a semana, voluntários se revezaram na triagem e separação das doações, no cadastro das famílias e na distribuição. “Olha, temos aqui diversos grupos de pessoas das mais diferentes religiões, classe social e até pessoas que foram atingidas, que receberam ajuda e agora estão ajudando os outros”, comenta.

Leonardo Vasques só lamenta o fato de que algumas pessoas aproveitadoras da situação, estavam buscando doações sem precisar. “Foi um fato triste presenciado por nós, pessoas que não sofreram com a enchente visitavam vários pontos de distribuição à procura de donativos. Para evitar isso, nós fizemos questão de visitar a casa das pessoas que estavam recebendo as doações, lamentável que ainda existem pessoas assim”, completa.

Outro ponto de apoio foi instalado na residência de Paula Faria no bairro Engenho da Serra. Localizada na rua Maria Alexandrina, a casa da família que também sofreu os efeitos da enchente virou um verdadeiro depósito de roupas, alimentos e móveis e durante todo dia o movimento de voluntários e pessoas em busca de doações é constante. “Olha, eu não sou assistente social, mas presto um serviço de assistencialismo na igreja e através deste trabalho exercido já há vários anos na igreja, as pessoas começaram a trazer os donativos aqui pra casa e mesmo com as críticas negativas de algumas pessoas, até com postagens nas redes sociais, demos continuidade aos trabalhos e agradecemos a todos que têm ajudado, às igrejas, à Paróquia do Bom do Pastor pela imensa doação, aos moradores de vários pontos da cidade e até de outros municípios e ao voluntários que não mediram esforços pra ajudar o próximo”, relata Paula.

Além dos grupos que se formaram em busca de solidariedade, escolas e empresas também fizeram suas partes, campanhas internas foram realizadas nas escolas públicas e privadas, nas sedes das empresas e instituições financeiras e também nas faculdades de Manhuaçu e região.

Outra força tarefa foi mobilizada para limpar a cidade, desobstruindo ruas, tirando lama, móveis e entulhos.

Jailton Pereira

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