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Incêndios florestais aumentam em Minas Gerais

O período de seca acende alerta para os Bombeiros

O frio e o tempo seco acendem um alerta para mais um problema, as queimadas. Comuns no período entre maio e setembro, em sua maior parte são causadas pelo homem. Os meses de abril e maio deste ano já tiveram aumento dos casos, se comparado com o ano passado.

Em abril deste ano, o aumento foi de 26%. Em maio, foi registrado um crescimento de 53% no número de queimadas. Os bombeiros alertam que o mês de maio, historicamente, é o referencial onde esses problemas começam a surgir, diretamente associado ao período de estiagem, que inicia, normalmente, no final de abril.

Esses números acendem o alerta para necessidade de se reforçar o trabalho de conscientização da população sobre o assunto. Tenente Flávio Mota, comandante da 2ª Companhia de Bombeiros em Manhuaçu, conta que há um trabalho de vistorias já sendo realizado no município. “É a missão do Corpo de Bombeiros zelar pela preservação do Meio Ambiente e, chegando esse período de seca, que a gente considera crítico entre agosto e setembro, desde já nós pretendemos e temos que iniciar as campanhas de prevenção contra queimadas e incêndios florestais. Então, o Corpo de Bombeiros realiza em toda a cidade de Manhuaçu e em outras cidades, em áreas de preservação permanente, vistorias para que a gente verifique o risco potencial de cada localidade. A gente orienta sempre os proprietários quanto à confecção de aceiros, orienta também a acionar o Corpo de Bombeiros em caso de incêndios e nunca entrar em uma mata para realizar o combate, tendo em vista que é uma atividade muito perigosa e as pessoas se expõem ao risco e não vai valer a pena. É sempre muito importante essa atividade de prevenção que o Corpo de Bombeiros realiza junto com outros órgãos e o nosso objetivo é juntar essas instituições para que seja um trabalho efetivo e quando chegar o período crítico de queimadas, nós tenhamos uma resposta adequadas para evitar a degradação do Meio Ambiente”, explica.

Em 2019, um incêndio de grandes proporções atingiu o Parque Nacional do Caparaó. Tenente Flávio conta que há protocolos de ação para esse tipo de ocorrência. “Existem os planos de contingência para esses lugares maiores. Lá é o Instituto Chico Mendes, responsável pela gerência do Parque, e o Corpo de Bombeiros atuou conjuntamente com o Instituto na ocorrência do ano passado. Tivemos resultados muito bons, tendo em vista a ação rápida que tivemos, o comando unificado da operação, o apoio que a gente teve, a gente conseguiu realizar um combate efetivo das chamas mas a gente espera que esse ano não precise”, contou.

De acordo com o levantamento do Corpo de Bombeiros, de janeiro a dezembro de 2019, foram 18.657 incêndios em Minas Gerais contabilizados pela corporação. Do mês de janeiro a abril de 2019, 2.293. Em 2020, de janeiro a abril, já ocorreram 1.327 incêndios.
Isso é crime e pode ser denunciado à Polícia Militar (PM) pelo 190. Os bombeiros também podem ser acionados. Ainda tem aquelas pessoas que colocam fogo em acumulados de lixo próximos de mata. Se a pessoa for pega, ela pode pegar de dois a cinco anos de prisão, dependendo do dano e da área destruída.

Segundo os bombeiros, o principal fator continua sendo a ação humana, seja direta ou indiretamente. Grande parte dos incêndios em vegetação poderiam ter sido evitados. A população costuma colocar fogo para realizar limpeza de terrenos e acaba perdendo o controle rapidamente, podendo atingir até residências.

Para realizar queimadas controladas, uma técnica utilizada para eliminar restos de cultura e de exploração florestal, renovar pastos e para eliminar pragas e doenças na agropecuária, é necessário ter acompanhamento. “Tem que procurar o órgão competente, a própria Polícia Militar de Meio Ambiente para receber as orientações, é importante que seja feita de forma controlada, com a confecção dos aceiros direitinho para que o fogo não passe para as áreas de preservação permanente. É o caminho que deve ser seguido para que não haja nenhum tipo de problema”, explica.

João Vitor Nunes

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