MIRADOURO – Em uma ação de combate ao crime organizado, agentes da Polícia Civil de Miradouro deflagraram, nesta sexta-feira (09/01), uma operação para o cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um homem de 25 anos. A ofensiva incluiu ainda dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao investigado.
O mandado de prisão é fruto de uma investigação iniciada após uma expressiva apreensão de drogas ocorrida em 27 de novembro de 2025. Naquela ocasião, as autoridades apreenderam 125 buchas e 83 tabletes de maconha, além de 567 pinos de cocaína (mais 14 pinos de tamanho maior), 20 pedras de cocaína e 46 pedras de crack de tamanhos variados.
Resistência e tentativa de destruição de provas
No momento da abordagem, o suspeito tentou quebrar seu aparelho celular com o intuito de destruir evidências que pudessem colaborar com as investigações. Para conter o investigado e preservar a integridade do material, os policiais precisaram utilizar força moderada.
Segunda frente de ação: Bairro Grota
Durante as diligências, os investigadores também cumpriram um mandado de busca em uma residência no bairro Cruzeiro, identificada como um ponto exclusivo para o comércio de entorpecentes. No local, dois homens tentaram fugir ao notar a presença policial, mas foram interceptados. Com eles, foram encontrados 77 papelotes de cocaína e uma quantia em dinheiro.
Foco na desarticulação de lideranças
O delegado responsável pelas investigações, Glaydson Ferreira, destacou que a operação é parte de uma estratégia de inteligência da Polícia Civil. “Trata-se de mais uma ação qualificada que busca atuar com efetividade, resultando na prisão de lideranças importantes do tráfico de drogas em Miradouro”, afirmou.
O delegado relembrou ainda o histórico recente de operações na cidade. Em novembro, a “Operação Impacto” já havia desarticulado uma organização criminosa na região, culminando no cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva, atingindo outros membros do alto escalão do crime local.
Próximos passos
Os detidos foram conduzidos ao Presídio de Muriaé, onde permanecem à disposição do Judiciário. A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar e prender os demais membros da organização criminosa que ainda atuam na região.



