A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Realeza divulgou o balanço dos acidentes de trânsito registrados em 2025 na área de abrangência da delegacia, que inclui os trechos de Governador Valadares, Caratinga e Realeza. Em comparação com 2024, houve uma redução de 7,23% no número total de ocorrências.
De acordo com os dados apresentados, em 2024 foram registrados 83 sinistros de trânsito — termo que passou a ser adotado oficialmente no lugar de “acidente”. Já em 2025, esse número caiu para 77 ocorrências. Segundo o policial rodoviário federal Tadeu Lima, o levantamento considera, especialmente, o mês de dezembro, período marcado por maior fluxo de veículos nas rodovias.
Apesar da redução no total de sinistros, alguns indicadores apresentaram leve aumento. Os registros de ocorrências com vítimas graves passaram de 23 em 2024 para 24 em 2025, o que representa um acréscimo de cerca de 4%. O número de vítimas com ferimentos leves também teve pequena variação, subindo de 101 para 102 casos.
O dado mais expressivo do balanço, no entanto, foi a queda no número de vítimas fatais. Em 2024, a delegacia da PRF de Realeza registrou oito sinistros com mortes. Já em 2025, foi contabilizado apenas um caso, representando uma redução de 87% das ocorrências fatais.
Tadeu Lima destaca que o resultado está diretamente ligado à atuação da PRF, que combina fiscalização rigorosa e ações educativas. “O trabalho educativo é fundamental. A PRF atua de duas formas: com a repressão, marcando presença nas rodovias para inibir os infratores, e também com o trabalho educativo. Durante a fiscalização, essas duas ações acontecem ao mesmo tempo, porque sempre que é identificada alguma infração, os condutores são imediatamente orientados a não cometer esse tipo de irregularidade”, explicou.
Ainda segundo o policial, durante períodos de maior movimento, como feriados e fim de ano, há reforço no efetivo e intensificação das fiscalizações.“Quando o condutor é autuado por alguma infração, o mais importante é a mudança de consciência, para que ele não volte a cometer erros e, assim, sejam evitados novos sinistros. É essa presença constante e a fiscalização mais rigorosa e intensa que contribuem para a queda geral no número de acidentes”, concluiu.
Ana Flávia Domingos – Tribuna do Leste



