A Campanha da Fraternidade 2026 foi lançada na última quarta-feira com o tema Fraternidade e Moradia. A iniciativa propõe o debate sobre a realidade de pessoas que vivem sem acesso à habitação e convida à reflexão sobre o direito à moradia como parte essencial da cidadania.
Segundo o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, a campanha busca conscientizar o poder público e a sociedade de que a moradia não pode ser tratada como privilégio, mas como condição básica para o exercício da cidadania.
O vigário da Paróquia São Lourenço, padre Rafael Henrique, explica que o tema é definido pela CNBB, que oferece aos cristãos católicos de todo o país um momento de reflexão. De acordo com ele, a escolha de 2026 está fundamentada em dados da Constituição e em pesquisas que analisam a dignidade relacionada à moradia.
Padre Rafael destaca a realidade observada na sociedade: “Nós, por diversas vezes, vemos essa dignidade sendo ferida, maltratada. Por isso, a Igreja traz, no tempo da Quaresma, essa reflexão para que possamos unir a nossa oração à realidade”, afirmou. A iniciativa pretende integrar espiritualidade e gestos concretos em busca de transformação social.
A campanha também disponibiliza material educativo para consulta da comunidade católica. A orientação do vigário é que os fiéis se aprofundem nos estudos e subsídios divulgados pela CNBB, inclusive utilizando a tecnologia como ferramenta de conhecimento e conscientização.
O enfermeiro de Manhuaçu, Vicente de Paula, ressalta a atualidade do tema e a importância de transformar a reflexão em atitudes práticas. Para ele, a perda da dignidade humana está diretamente ligada à falta de moradia, que pode resultar em problemas como esgoto a céu aberto, desnutrição infantil e outras questões de saúde pública. Ele também reforça a necessidade de a população cobrar políticas públicas e apoiar instituições que atuam junto a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Lorena Correia – Tribuna do Leste


