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Março Lilás reforça importância da prevenção ao câncer do colo do útero

O Março Lilás marca o mês de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer do colo do útero. A doença é caracterizada pelo desenvolvimento de um tumor na parte inferior do útero, chamada colo. Um dos principais fatores de risco está relacionado à infecção pelo vírus HPV, que é transmitido principalmente por meio da relação sexual.

De acordo com especialistas, a maioria das pessoas entra em contato com o HPV ao longo da vida, mas em grande parte dos casos o próprio organismo consegue eliminar o vírus naturalmente. Ainda assim, o acompanhamento médico e os cuidados preventivos são fundamentais para evitar que a infecção evolua para um câncer.

A ginecologista Emiliana Pereira Lima destaca que a consulta ginecológica de rotina é essencial para a prevenção da doença. Entre as principais orientações estão a realização periódica do exame preventivo, a vacinação contra o HPV e a adoção de hábitos de vida saudáveis.

O principal exame utilizado para o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero é o preventivo, conhecido como exame de Papanicolau. Trata-se da citologia do colo do útero, que permite identificar alterações nas células ainda em estágio inicial. O objetivo é detectar possíveis lesões precocemente para que sejam tratadas antes de evoluírem para o câncer.

Outro aliado importante na prevenção é a vacina contra o HPV, que protege contra os principais tipos do vírus associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. A vacinação é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, faixa etária em que se presume que muitos ainda não iniciaram a vida sexual. Pessoas fora dessa faixa etária também podem se vacinar, porém, em muitos casos, a aplicação ocorre na rede privada.

Além da vacinação e da realização do exame preventivo, a médica ressalta que as mulheres devem observar o próprio corpo e ficar atentas a possíveis sinais de alerta, como sangramentos fora do período menstrual ou secreções vaginais incomuns. Manter consultas regulares com o ginecologista, utilizar preservativo e buscar orientação médica ao perceber qualquer alteração são atitudes que contribuem para a prevenção da doença.

A especialista também destaca a importância de levar adolescentes ao consultório ginecológico. O atendimento profissional oferece um espaço seguro para esclarecimento de dúvidas e orientações mais específicas sobre o corpo e a saúde, algo que muitas vezes não é possível obter apenas por meio da internet.

Quando a adolescente vai ao consultório acompanhada da mãe ou responsável, o atendimento segue regras de confidencialidade. Caso seja identificada alguma situação que possa representar risco à saúde da paciente, os responsáveis são comunicados. No entanto, muitas das dúvidas apresentadas pelas jovens são comuns da fase de desenvolvimento, o que contribui para a criação de uma relação de confiança entre paciente e profissional.

Durante as primeiras consultas, também são repassadas orientações para que as adolescentes aprendam a conhecer melhor o próprio corpo e identificar possíveis alterações. O autoconhecimento é considerado um passo importante para que a pessoa procure ajuda médica com mais rapidez sempre que perceber algo diferente.

Ana Flávia Domingos – Tribuna do Leste

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