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Lançamento do álbum da copa do mundo reacende entusiasmo da população para a competição

Lançados no Brasil desde 1921, os álbuns da Copa chegaram a Manhuaçu por volta da década de 60. Em 2026, a tradição se mantém viva por gerações, gerando empolgação para completar o livro e na espera do maior campeonato de futebol do mundo.

Para o comerciante da cidade, Renato Von Rondow, que trabalha com os álbuns desde o início, o objeto ajuda a contar a própria história de 51 anos como jornaleiro e também a história das Copas, além de refletir o efeito unificador que a Copa do Mundo oferece. “A cada ano que passa, há uma procura maior dos álbuns da Copa e das figurinhas. Mas a coisa mais interessante é o congraçamento desse pessoal que vem em busca dos álbuns e figurinhas.” afirmou. Segundo ele, durante esse período não existe idade para a diversão: o comércio recebe desde crianças até idosos em compras e trocas de figurinhas para completar a coleção.

Neste ano, com mais países disputando a Copa, também serão necessárias mais figurinhas para completar o livro: ao todo, são 980 cards, sendo 68 deles edições especiais, o que mobiliza grupos de colecionadores a realizarem trocas. O comerciante relata ainda que a reunião de colecionadores que se forma aos fins de semana em volta de sua banca já rendeu histórias interessantes. Em 2026, Renato chegou a presenciar a venda de uma figurinha especial por 5 mil reais. Pela alta demanda, já chegou a ficar sem estoque durante a última Copa, o que o motivou a realizar um planejamento maior para a competição deste ano. “Eu vi uma pessoa vender uma figurinha por 5 mil reais. Chamava uma figurinha especial, de legião, alguma coisa assim, e vendeu por 5 mil. Mas foi assim, eu achei aquilo incrível, né.” relembrou.

O comerciante passou a paixão pelos álbuns para o filho, Leandro Von Randow, que compra todos os lançamentos. Segundo ele, o momento evoca memórias de montar os álbuns junto do pai. “era um momento que a gente passava, assim, de muito carinho com ele ali, né, a gente ficava junto, abrindo os pacotinhos de emoção, porque a gente queria tirar o melhor jogador, né” relembra Leandro. O advogado conta ainda que, para passar a tradição aos filhos, montou os álbuns das Copas próximas ao nascimento deles, estimulando o interesse de Henrique e Arthur pelo futebol e criando uma tradição que pretendem levar para as próximas gerações “ e é sempre de muita emoção, e a gente guarda os álbuns para ficar para a posteridade, para eles mostrarem para os filhos deles depois, eu acho que isso vem passando de geração”.

Com mais figurinhas para buscar neste ano, Leandro conta que a expectativa dos filhos é grande e que, para completar o álbum de 2026, será preciso trocar muitos cards. “aos pouquinhos a gente vai comprando, né, devagarzinho a gente vai comprando, vai trocando figurinha também, porque para completar o álbum, tem que trocar figurinha”. O pequeno Henrique, de 9 anos, conta que está com altas expectativas para encontrar a cartinha de Vinícius Júnior e que entende que será mais difícil completar a coleção. “Ah, vai ser mais difícil, mas sim, é tentar sempre pra conseguir, né?” disse ele. O estudante também explica que a paixão pelo álbum incentivou a criação de caixinhas especiais para armazenar os cards. “Foi uma ideia de pensar nas trocas de figurinha pra guardar, né? Não ficar guardando em caixinhas usadas, guardar numa caixinha melhor, uma caixinha mais especificada.” afirmou.

Lorena Correia – Tribuna do Leste

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