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Preparativos para a colheita do café movimentam propriedades rurais em Manhuaçu

preparação para a colheita do café já movimenta propriedades rurais de Manhuaçu. No córrego Monte Alverne, produtores realizam serviços que antecedem o início da safra e ajudam a organizar o trabalho no campo durante os próximos meses.

Na propriedade da família do produtor Orlando Carlos da Silva, uma das atividades realizadas é o recapeamento do terreiro, espaço utilizado para a secagem do café após a colheita. Segundo o produtor, algumas lavouras já iniciaram a colheita, enquanto outras devem começar dentro de 20 a 30 dias, conforme o amadurecimento dos grãos.

Orlando explicou que a expectativa é de uma colheita semelhante à do ano passado. Ele destacou que algumas lavouras antigas foram cortadas, mas as áreas mais novas devem manter a produção. O produtor também ressaltou a importância do trabalho realizado em família, tradição presente em muitas propriedades cafeeiras da região.

Além do preparo dos terreiros e secadores, produtores acompanham o ponto ideal de maturação do café para iniciar a colheita. A recomendação é que a maior parte dos frutos esteja madura para garantir melhor qualidade do produto. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) orienta que o planejamento da pré-colheita, incluindo revisão de equipamentos e estruturas, é fundamental para evitar perdas e melhorar a qualidade do café.

Em outra propriedade rural, a tecnologia já faz parte da rotina no campo. Equipamentos e máquinas vêm sendo utilizados para facilitar atividades que antes dependiam exclusivamente do trabalho manual.

Segundo o extensionista da Emater, Cristiano Alberto, produtores de Manhuaçu têm investido cada vez mais em estruturas, máquinas e equipamentos voltados para o manejo e o pós-colheita do café. Ele explicou que os terreiros continuam sendo fundamentais para a secagem inicial dos grãos, mas muitos produtores utilizam secadores de diferentes modelos para complementar o processo.

Cristiano também destacou a construção de galpões para armazenamento de maquinários e café beneficiado. Em uma das propriedades visitadas, os produtores Charles e Clédio Amar investem tanto em um novo galpão quanto em uma máquina beneficiadora de café, buscando mais eficiência no trabalho e redução da necessidade de serviços manuais.

A mecanização tem sido uma alternativa cada vez mais presente na cafeicultura, principalmente para agilizar processos e melhorar a qualidade do produto final.

Ana Flávia Domingos – Tribuna do Leste

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