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Reflexão: o chamado que se renova no digital e no presencial

​ O Domingo do Bom Pastor, celebrado recentemente em 26 de abril, não foi apenas uma data no calendário litúrgico; foi um convite profundo à reflexão sobre quem nos guia e como estamos cuidando daqueles que dedicam suas vidas ao serviço de Deus e da comunidade. Como recordamos a figura de Jesus Cristo, o guia amoroso, somos levados a olhar para os nossos presbíteros, que buscam personificar esse cuidado em um mundo cada vez mais complexo.

​Recentemente, em Aparecida, o 20º Encontro Nacional de Presbíteros reuniu centenas de sacerdotes sob um tema de extrema urgência: o presbítero no contexto digital. Vivemos tempos em que a palavra de Deus não ecoa apenas nos bancos das paróquias, mas também nas telas e redes sociais. O desafio é imenso: como manter a essência do “Bom Pastor” — que cheira às suas ovelhas, que escuta e acolhe — em um ambiente muitas vezes marcado pelo ruído e pelo imediatismo?

​ A resposta parece residir na frase que guiou o encontro: “A quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna”. Essa convicção é o que sustenta o padre diante dos novos desafios pastorais e da necessidade de uma Igreja cada vez mais sinodal — ou seja, uma Igreja que caminha junta, que escuta o leigo e que se abre à missão.
​Ser padre hoje não é apenas administrar sacramentos; é ser um agente de fraternidade e escuta. Mas essa não é uma missão solitária. Como bem ressaltou o Padre André Luiz do Vale, presidente da CNP, o apoio dos leigos e leigas é fundamental. Os sacerdotes são humanos, enfrentam cansaço, desafios tecnológicos e as pressões de uma sociedade em constante mudança.

​ Apoiar um padre é, em última análise, cuidar da própria comunidade. Quando rezamos por nossas vocações e oferecemos suporte espiritual e humano aos nossos párocos, estamos garantindo que a “figura que representa o Cristo” entre nós tenha forças para continuar sua jornada.

​Que possamos, inspirados por este tempo pascal, ser também bons cuidadores de nossos pastores. Que o uso das tecnologias modernas seja uma ferramenta para unir, e que a espiritualidade vivida nos pés da Padroeira do Brasil se reflita em cada paróquia do nosso país.

​Rezemos pelos nossos padres. Apoiemos sua missão. Pois, no fim, caminhamos todos em direção à mesma Palavra de Vida Eterna.

Padre Mundinho, SDN

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