
A Câmara Municipal de Manhuaçu realizou, na última segunda-feira, uma reunião das comissões permanentes da Casa. Além da análise de projetos que devem entrar em pauta na próxima sessão ordinária, os vereadores receberam representantes do Hospital César Leite para prestar esclarecimentos sobre questionamentos apresentados durante reuniões anteriores.
Entre os temas discutidos, o presidente da reunião de comissões, vereador Marcelino de Jesus, destacou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as metas e prioridades para a elaboração do orçamento municipal de 2027.
Outro projeto que seguirá para votação é de autoria da presidente da Câmara, vereadora Rosemary. A proposta prevê o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) por parte de agressores condenados judicialmente por violência contra a mulher. O projeto consiste em responsabilizar o agressor, uma vez que condenado, pelo pagamento do custo do tratamento da vítima no Sistema Único de Saúde.
Também foi debatida uma proposta que busca ampliar a segurança das mulheres no transporte coletivo durante o período noturno. O projeto prevê que, após determinado horário, os ônibus possam realizar paradas em locais considerados mais seguros e próximos da residência da passageira. Segundo o vereador, o texto ainda necessita de ajustes e deverá receber parecer técnico antes de seguir para votação.
Durante a reunião, representantes do Hospital César Leite responderam a questionamentos relacionados ao atendimento na unidade, especialmente sobre a superlotação da porta de entrada da emergência e o tempo de espera para atendimento.
Segundo Marcelino, uma das principais dúvidas apresentadas pelos vereadores diz respeito à demora no atendimento de pacientes. De acordo com as explicações da direção do hospital, a instituição é referência regional e atende moradores de cerca de 23 municípios, além de Manhuaçu.
O superintendente do Hospital César Leite, Otávio, ressaltou a importância do diálogo com o Legislativo e afirmou que os questionamentos foram esclarecidos durante a reunião. “Muito importante nessa casa, a presença da parte assistencial do Hospital César Leite, até porque estão conosco no dia a dia nos ajudando, nos apoiando, muitas vezes dando críticas construtivas que são necessárias para um ambiente hospitalar”, disse.
Sobre a situação da emergência, ele destacou que a unidade segue os protocolos estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde e que o hospital segue rigorosamente a legislação hoje do SUS. Otávio também esclareceu que, pacientes que optam pelo tratamento particular não passam na frente dos pacientes do SUS. “Caso o paciente queira, por escolha própria, passar para o particular, esse pacote é fechado fora do conceito SUS, exclusivamente com o médico, não com o hospital. O hospital só é a porta de entrada”, explicou.
Os projetos discutidos pelas comissões deverão continuar em análise e alguns deles poderão ser apreciados pelos vereadores na próxima sessão ordinária da Câmara Municipal.
Lorena Correia – Tribuna do Leste



