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Polícia Civil investiga morte em Ibatiba após homem ser localizado em porta-malas

A Polícia Civil do Espírito Santo investiga a morte de Carlos Eduardo, cujo corpo foi localizado no dia 15 de junho no interior de seu próprio veículo, em uma lavoura de café no município de Ibatiba (ES). O automóvel estava estacionado próximo a um posto de combustíveis, no entroncamento da BR-262 com a rodovia de acesso ao município de Iúna.

O delegado regional de Ibatiba, Bruno Alves Rodrigues, informou que o caso é tratado pela 8ª Delegacia Regional como uma investigação criminal complexa. A formalização do desaparecimento ocorreu na manhã de segunda-feira, quando familiares compareceram à unidade policial. No período da tarde do mesmo dia, o corpo foi encontrado por parentes com o auxílio de um drone.

A Polícia Militar foi a primeira agência a chegar ao local, seguida pela equipe da Polícia Civil e pelos peritos da Polícia Científica do Espírito Santo, que realizaram a perinecroscopia e o exame pericial do veículo e do entorno. Após os trabalhos técnicos, o corpo foi encaminhado ao Serviço Médico Legal em Venda Nova do Imigrante.

Hipóteses investigativas.

De acordo com o delegado, a investigação trabalha com três hipóteses principais para o óbito:

Homicídio por motivação fútil: Ocorrido em decorrência de um “crime de proximidade”, envolvendo pessoas com relacionamento prévio.

Latrocínio: Morte com finalidade patrimonial, visando a subtração de objetos ou valores.

Morte por causas diversas: Hipótese que considera o consumo excessivo de substâncias entorpecentes, lícitas ou ilícitas, que poderia ter levado a um quadro de confusão mental ou overdose.

A autoridade policial pontuou que o histórico pessoal da vítima, que enfrentava problemas emocionais recentes, é um elemento considerado na análise da terceira hipótese.

Andamento da investigação

A Polícia Civil já mapeou a movimentação de Carlos Eduardo nos dias que antecederam o óbito. O jovem foi visto na quinta-feira (11) e na sexta-feira (12) em Lajinha (MG) e, posteriormente, já em território capixaba, na região onde o corpo foi localizado. A dinâmica de deslocamento está sendo construída por meio de recursos tecnológicos e declarações de testemunhas.

O delegado Bruno Alves Rodrigues confirmou que a 8ª Delegacia Regional já recebeu o laudo de necropsia, que aponta a causa da morte como asfixia. O titular ressaltou, contudo, que a asfixia pode ocorrer tanto por ação humana quanto por outras circunstâncias, não sendo, por si só, um indicativo conclusivo de crime.

A equipe aguarda agora a conclusão do laudo da perinecroscopia (local do crime) para, em conjunto com as demais provas documentais e técnicas, estabelecer o diagnóstico definitivo das circunstâncias da morte. A Polícia Civil mantém o compromisso de concluir o inquérito e, caso seja confirmada a ação criminosa, identificar a autoria do fato.

Danilo Alves – Tribuna do Leste

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