Segurança Pública e Cidadania: Golpe do falso advogado, não transfira dinheiro sem confirmar
Hoje, o nosso alerta é sobre uma modalidade criminosa que vem causando prejuízos financeiros e preocupação: o golpe praticado mediante o uso indevido do nome, da fotografia e da identidade de advogados, promotores de Justiça e até de órgãos do Poder Judiciário.
As principais vítimas são cidadãos que possuem ações em andamento na Justiça. Os criminosos obtêm informações sobre o processo, criam uma conta de WhatsApp ou um endereço eletrônico falso, colocam a fotografia do advogado e entram em contato com o cliente.
Na mensagem, afirmam que a ação foi ganha e que existe um valor disponível para recebimento. Entretanto, dizem que, antes da liberação, a vítima precisa transferir determinada quantia para pagar custas, taxas, impostos, honorários ou alguma suposta despesa judicial.
Em alguns casos, pedem dois, três, quatro ou cinco mil reais. Prometem que, logo após o pagamento, o valor da ação será depositado na conta do cliente.
Isso é golpe!
Uma fotografia no perfil do WhatsApp não comprova a identidade de ninguém. O criminoso pode copiar a imagem do advogado das redes sociais e afirmar que ele trocou de número. Também pode utilizar nomes de escritórios, servidores públicos ou instituições da Justiça para dar aparência de legalidade à fraude.
Por isso, jamais transfira dinheiro movido pela ansiedade ou pela promessa de receber rapidamente o valor de uma ação judicial.
Antes de qualquer pagamento, ligue para o número que você já conhece, peça para ouvir a voz do seu advogado ou compareça pessoalmente ao escritório. Confirme os dados bancários e pergunte exatamente qual é a finalidade da cobrança.
Valores reconhecidos judicialmente são pagos pelos meios legais e oficiais, que podem envolver alvarás, depósitos judiciais, requisições de pequeno valor ou precatórios, conforme o caso. A liberação não depende de uma transferência urgente solicitada por uma mensagem inesperada no WhatsApp.
Os advogados que descobrirem o uso indevido de seus nomes e fotografias devem comunicar imediatamente seus clientes e registrar ocorrência policial. Essa providência é importante para resguardar o profissional, preservar sua credibilidade e permitir a investigação.
Da mesma forma, quem recebeu a mensagem ou realizou algum pagamento deve guardar os números utilizados, as conversas, os comprovantes, os dados bancários, os áudios e as imagens, procurando a instituição financeira e a Polícia Civil o mais rapidamente possível.
A investigação pode identificar contas, telefones e outros rastros deixados pelos autores. Mas a prevenção ainda é a melhor proteção.
Desconfie da urgência, confirme pessoalmente as informações e nunca transfira dinheiro sem ter certeza de quem está recebendo.
Eu sou o delegado Carlos Souza. Este foi o programa Segurança Pública e Cidadania — o que temos com isso?
Informação e prevenção também são instrumentos de segurança pública e cidadania.
Coluna Segurança Pública e Cidadania com o Delegado Carlos Souza


