
A Prefeitura de Manhuaçu divulgou o resultado do terceiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, com dados apurados em setembro que confirmam uma queda expressiva na presença do mosquito Aedes aegypti no município. A cidade alcançou a marca de 0,8% no Índice de Infestação Predial, resultado que enquadra o município na faixa de Baixo Risco, por estar abaixo do limite de 1% estabelecido pelo Ministério da Saúde. Na comparação com o levantamento de maio, quando o índice estava em 1,4%, a redução foi de quase 43%. Já em relação ao início do ano, quando a taxa bateu 2,1% em janeiro, a queda no número de imóveis com focos do mosquito chega a 61,9%.
Apesar do bom resultado geral, o mapeamento por regiões mostra que os cuidados não podem parar. Os estratos 1 e 3 registraram os maiores índices do município, ambos com 0,9% de infestação — muito próximos do limite de alerta. O estrato 1 abrange bairros como Vila Boa Esperança, Ponte da Aldeia, Vista Alegre, Lajinha, Santa Luzia e São Jorge. Já o estrato 3 reúne localidades como Sagrada Família, Petrina, Coqueiro, Catuaí, Matinha, Bom Pastor e Engenho da Serra. Por outro lado, o estrato 2, que engloba o Centro e bairros vizinhos como Nossa Senhora Aparecida, Santana e Santa Terezinha, apresentou o melhor desempenho nesta amostragem, caindo para apenas 0,4%.
O levantamento também identificou onde o mosquito mais tem se multiplicado em cada região. No estrato 1, os recipientes móveis, como vasos de plantas, pratinhos e vasilhas de água para animais, dividiram o topo das ocorrências com locais fixos, como lajes e vasos sanitários em desuso. No estrato 2, os principais problemas foram os depósitos de água no chão, como tambores e cisternas, além de pneus velhos. No estrato 3, os focos ficaram divididos entre tambores, entulhos de lixo, pneus e caixas d’água.
A preocupação da Vigilância Ambiental agora se volta para as mudanças no clima. Os números favoráveis de setembro refletem o final do período mais frio e seco do ano, época em que o mosquito naturalmente se reproduz devagar. Com a chegada da primavera e a proximidade do verão, o aumento das temperaturas e o retorno das chuvas criam o ambiente ideal para que os ovos acumulados nos quintais voltem a chocar rapidamente.
O coordenador da Vigilância Ambiental de Manhuaçu, Leonardo Mota de Sales, reforça que a população precisa manter a rotina de prevenção. “Chegar ao índice de 0,8% é uma vitória importante de todo o trabalho de prevenção que realizamos, mas a mudança de estação exige atenção redobrada de todos. A combinação de calor com chuva acelera muito a proliferação do mosquito. Por isso, os moradores não podem relaxar e devem continuar vistoriando seus quintais semanalmente para evitarmos novos surtos no final do ano”.
SECOM Prefeitura de Manhuaçu



