Com a proximidade do fim do ano, o recebimento do 13º salário representa uma oportunidade para reorganizar as finanças, quitar dívidas e se preparar para os gastos dos primeiros meses do próximo ano. Para aproveitar o dinheiro extra, o contabilista Otávio Araújo de Carvalho orienta os trabalhadores a definir prioridades e planejar o orçamento.
Em 2026, a primeira parcela do 13º salário deve ser paga até 30 de novembro, enquanto a segunda tem prazo até 18 de dezembro. Segundo Otávio, o recurso pode contribuir para o orçamento familiar, desde que seja utilizado de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Uma das recomendações é avaliar a existência de dívidas com juros elevados, como as do cartão de crédito e do cheque especial. Nesses casos, utilizar o dinheiro para quitar ou reduzir os débitos pode ajudar a evitar o acúmulo de encargos. Para quem está com as contas em dia, o valor também pode ser destinado à formação de uma reserva de emergência, à poupança, à compra de presentes ou ao planejamento de uma viagem.
Outro cuidado é reservar parte do 13º para as despesas que chegam no início do ano, como IPVA, IPTU e material escolar. O contabilista lembra que esses compromissos precisam entrar no planejamento financeiro, inclusive nos casos em que o pagamento do IPTU é previsto no contrato de aluguel.
Otávio destaca que a organização começa com o levantamento de todas as fontes de renda e das despesas mensais. O controle pode ser feito em uma planilha ou até mesmo em um caderno, relacionando gastos fixos, como aluguel, alimentação e plano de saúde, além de outras despesas.
A partir desse levantamento, é possível identificar onde economizar e estabelecer metas para aumentar o valor que sobra no fim do mês. Dessa forma, o 13º salário pode ser utilizado com mais consciência, ajudando a começar o próximo ano com as contas organizadas e menos compromissos financeiros pendentes.



