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Luciano Lima é reeleito presidente do Conselho Municipal pela Igualdade Racial em Manhuaçu

O professor Luciano Lima foi reeleito presidente do Conselho Municipal pela Igualdade Racial de Manhuaçu. A eleição da nova diretoria foi realizada na sexta-feira, 9 de outubro, na Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social. O mandato dos conselheiros é de dois anos, e Luciano seguirá à frente da presidência por mais um período.

Entre as prioridades da nova gestão está a continuidade das atividades já desenvolvidas pelo Conselho, como seminários sobre questões étnico-sociais e ações relacionadas ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. O presidente também destaca a intenção de ampliar a divisão dos trabalhos por setores, com o objetivo de mapear questões relacionadas às relações étnico-raciais e ao racismo.

Segundo Luciano Lima, o Conselho tem a função de fiscalizar e ampliar as discussões sobre igualdade racial. Entre os problemas apontados por ele está o racismo indireto, que pode ser observado em situações nas quais pessoas negras e pardas recebem salários inferiores aos de outros profissionais que ocupam o mesmo cargo.

O presidente também destacou os resultados das ações realizadas pelo órgão, especialmente na divulgação da importância do respeito independentemente da cor da pele. Entre as atividades estão seminários, eventos na Praça Cordovil Pinto Coelho e reuniões voltadas à discussão do tema.

Luciano explicou que, diante de situações de racismo, o Conselho deve fiscalizar e tomar as medidas necessárias. O trabalho também busca divulgar as questões étnico-sociais e contribuir para o combate à discriminação racial.

Para enfrentar o racismo institucional, o presidente defende a continuidade das políticas públicas desenvolvidas pelos governos federal, estadual e municipal. Ele também ressalta a importância de manter o tema presente nas discussões da sociedade, considerando o histórico de violência e discriminação sofrido pela população negra no Brasil.

De acordo com Luciano Lima, a construção de uma sociedade mais justa e igualitária depende da participação de diferentes setores sociais nas discussões e na prática de ações em favor da igualdade racial. Ele ainda destaca o papel da sociedade civil na mobilização da população, do poder público e de outros movimentos sociais para dar continuidade ao trabalho de combate ao racismo.

Ana Flávia Domingos – Tribuna do Leste

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