
Dois dias antes de matar a ex- companheira e depois atirar contra si próprio, o sargento reformado da Polícia Militar (PM) suspeito de feminicídio revelou à sua irmã a intenção de cometer o crime. Karla Alessandra Domingos foi morta a tiros na tarde dessa quarta-feira (14) no apartamento em que o casal morou em Lajinha, na Zona da Mata de Minas Gerais.
De acordo com o boletim de ocorrência, a irmã do sargento, identificado como Luciano Vieira Tavares Pereira, de 51 anos, prestou socorro após ouvir os tiros. À PM, ela contou que o militar reformado a procurou na segunda-feira (12), um dia após o fim do relacionado. Chorando, ele manifestou a intenção de matar a ex e, em seguida, tirar a própria vida.
A mulher relatou à polícia ter passado horas conversando “longamente” com o irmão, e que ele saiu de sua casa garantindo que não faria isso. Dois dias depois, ele matou a ex-companheira a tiros no apartamento em que moravam e atirou contra a própria boca. Ele chegou a ser internado em estado grave, mas morreu na manhã desta quinta-feira (15).
Karla estava morando em uma kitnet no bairro Sagrada Família, a poucos metros do apartamento onde vivia com o ex-companheiro, desde o término do relacionamento. Na manhã do dia do crime, o filho do casal, de 26, levou o pai a uma consulta e, na volta, o deixou na porta do prédio.
Em seguida, foi até a residência da mãe, mas não a encontrou, conforme seu depoimento à polícia. Ele voltou, então, ao imóvel do pai para almoçar com ele, quando ouviu os disparos. Um vizinho disse ter ocorrido na casa dos seus pais, e ele então correu até o local. Lá, encontrou o pai caído próximo a uma mesa, com uma arma ao lado. A mãe estava caída a cerca de dois metros de distância, sem se movimentar. Uma testemunha relatou ter ouvido sete disparos.
O boletim de ocorrência não detalha episódios anteriores de violência ou conflitos no relacionamento. Em seu depoimento, o filho do casal afirmou que nunca imaginou que o pai pudesse fazer algo contra a mãe. Além da arma, foram recolhidas três munições intactas de calibre 9 milímetros, dois estojos deflagrados e três carregadores. A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais esteve no local para os procedimentos de praxe.
O corpo de Karla foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Ainda não há informações sobre o enterro da vítima.
Fonte: O Tempo



