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Seminário do PNAE reúne agricultores familiares e representantes da educação em Manhuaçu

Manhuaçu recebeu, na terça-feira, o Seminário Técnico do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O encontro reuniu representantes de escolas, cooperativas de agricultura familiar, nutricionistas e integrantes do sistema educacional para discutir as dificuldades e os desafios na execução do programa. O evento foi coordenado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER), que oferece assistência técnica aos produtores da agricultura familiar.

A extensionista rural Kátia Lousada explicou que o seminário busca aproximar agricultores e escolas, além de discutir questões relacionadas à oferta e à compra dos alimentos. Segundo ela, as escolas estaduais devem destinar 30% dos recursos estaduais e 45% dos recursos federais à aquisição de produtos da agricultura familiar. O encontro também permitiu que diretores escolares apresentassem dificuldades e compartilhassem experiências sobre o funcionamento do programa. Kátia destacou que a iniciativa contribui para a geração de renda dos produtores e incentiva o cultivo de diferentes alimentos, como legumes, frutas e verduras.

O seminário contou com a participação de representantes dos 18 municípios que integram a Superintendência Regional de Ensino e de três cooperativas: a Copersimples, de Simonésia; cooperativas também de Lajinha e de Manhuaçu. As cooperativas atuam na comercialização dos produtos da agricultura familiar e na organização dos produtores para o fornecimento de alimentos às escolas.

Adilson Mendes, representante da Copersimples, destacou a importância do programa para as famílias agricultoras. Segundo ele, a cooperativa conta com 205 participantes, e a política de aquisição de alimentos contribui para o desenvolvimento da atividade na região. O representante também apontou desafios relacionados aos limites de comercialização por Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). De acordo com ele, o valor permitido por projeto ainda representa uma dificuldade para produtores que ampliaram a produção e precisam comercializar volumes maiores. Para Adilson, a revisão desses limites é um dos pontos que precisam ser discutidos para atender às necessidades atuais da agricultura familiar.

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