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Nostalgia de fim de ano ativa memórias afetivas e pode influenciar emoções, explica psicóloga

Com a chegada do fim do ano e a aproximação do Natal, muitas pessoas vivenciam um aumento no sentimento de nostalgia. Para entender por que esse período costuma despertar emoções tão intensas, conversamos com a psicóloga Driene Gomes Romano, que explicou como o cérebro reage aos estímulos típicos dessa época. Segundo ela, “o sistema límbico em si, ele está associado a isso”, incluindo estruturas como amígdala e hipocampo, responsáveis por armazenar memórias e percepções.

Driene também ressaltou que o contexto atual de cada indivíduo influencia diretamente nas lembranças evocadas. Ela afirmou que “vai muito do que a pessoa em si está vivenciando também, uma vez que essa nostalgia está associada com o momento presente”. Sons, cheiros, comidas e tradições familiares funcionam como gatilhos que reacendem memórias boas ou dolorosas.

Outro ponto destacado pela psicóloga foi o impacto da pressão social por um “Natal perfeito”, intensificada pelas redes sociais. Segundo ela, “a auto-comparação é o que pega mais hoje em dia”, afetando jovens e adultos que se sentem obrigados a corresponder a expectativas irreais sobre celebrações, rotina familiar e condições financeiras.

Por fim, Driene reforça a importância da rede de apoio e do autocuidado. Ela orienta que as pessoas busquem viver o momento de acordo com sua própria realidade, estabeleçam limites e se aproximem de quem realmente faz bem. Assim, o período pode ser vivido com mais leveza, mesmo para quem lida com gatilhos emocionais ou lembranças difíceis.

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