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Polícia conclui caso de detento morto e mutilado em presídio de Muriaé

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a morte do detento Douglas Cristóvão Fernandes, de 38 anos, natural de Caratinga, assassinado de forma brutal no dia 12 de janeiro, dentro da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, na Zona da Mata mineira. A vítima foi asfixiada e teve mãos e pés decepados no interior da cela onde estava custodiada.

O principal suspeito é um detento de 41 anos, que dividia a cela com Douglas, e foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, crime cuja pena pode ultrapassar 30 anos de prisão. Outro preso, que estava na cela no momento do assassinato e teria auxiliado na contenção da vítima, também foi indiciado pelo mesmo crime.

Segundo a investigação, o autor confessou o homicídio e afirmou que sofria hostilizações constantes por ser homossexual, além de ameaças de integrantes de uma facção criminosa. A apuração indicou ainda que a vítima estaria em processo de reintegração a essa facção, o que pode ter contribuído para o desfecho violento. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que irá analisar se oferece denúncia à Justiça.

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