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Vigilância Ambiental realiza reunião com agentes de endemias após divulgação do LIRAa em Manhuaçu

A Vigilância Ambiental de Manhuaçu realizou, na manhã desta quarta-feira (21), uma reunião com agentes de endemias para avaliar os dados do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado recentemente, e definir estratégias de enfrentamento à infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya no município.

De acordo com o coordenador da Vigilância Ambiental, Leonardo Motta de Salles, o levantamento referente ao mês de outubro de 2025 apontou um aumento esperado para o período, influenciado pela sazonalidade do mosquito. Apesar disso, o índice geral permaneceu em nível médio, classificado como de baixo risco.

Segundo o coordenador, mesmo com poucas chuvas e maior número de dias ensolarados no período, o trabalho de campo realizado pelos agentes permitiu identificar os principais focos de infestação. Os maiores índices foram encontrados em depósitos móveis, como vasos de plantas, além do descarte irregular de lixo.

A reunião teve como foco o chamado Extrato 2, que compreende bairros da região sul do município, onde foram registrados os maiores índices, com destaque para a área central da cidade. No centro, além de depósitos móveis, foram identificados focos em ralos, pias e ambientes internos dos imóveis.

Com base nos dados do LIRAa, a Vigilância Ambiental definiu o início de ações de mutirão a partir deste sábado (24), com atuação prioritária nos bairros Centro e São Francisco de Assis. As equipes irão intensificar as visitas domiciliares, orientações à população e eliminação de possíveis criadouros.

Leonardo Motta explicou que o centro da cidade apresenta características que favorecem a presença do mosquito, como a alta circulação de pessoas e a concentração de prédios residenciais e comerciais. Além disso, o horário de maior atividade do Aedes aegypti coincide com os períodos de maior movimentação nesses locais.

Outro ponto destacado durante a reunião foi a dificuldade enfrentada pelos agentes para acessar imóveis, especialmente no centro, onde muitas residências e estabelecimentos permanecem fechados durante o dia ou não autorizam a entrada dos profissionais. A Vigilância reforçou a importância da colaboração da população para que o trabalho preventivo seja efetivo.

Durante o encontro, os agentes responsáveis pelas áreas com maior incidência apresentaram as particularidades de cada região, contribuindo para o planejamento das ações conjuntas. A proposta é que os profissionais que atuam diretamente nesses territórios orientem as demais equipes envolvidas nos mutirões, garantindo maior padronização e eficácia nas abordagens.

O agente de endemias Jhon Lennon Garcia destacou que, embora o centro tenha apresentado o maior índice, a infestação foi identificada em todos os bairros do município. Segundo ele, é fundamental que os moradores recebam as equipes e permitam o acesso aos imóveis, inclusive aos ambientes internos.

De acordo com o agente, muitos criadouros estão dentro das residências, em locais como pratos de plantas, ralos, calhas, caixas d’água, bandejas de geladeira e áreas pouco utilizadas, como terraços e banheiros externos. Ele ressaltou que a eliminação desses focos é a forma mais eficaz de prevenção, já que o combate ao mosquito adulto é mais difícil.

Os agentes também relataram resistência por parte de alguns moradores, que limitam a inspeção ou acreditam que a visita se resume a uma verificação rápida. A Vigilância Ambiental reforça que a inspeção completa do imóvel é essencial para identificar focos que, muitas vezes, passam despercebidos na rotina diária.

A orientação é que a população reserve alguns minutos da semana para vistoriar a residência e, sempre que possível, permita a entrada dos agentes de endemias, contribuindo para o controle do mosquito e para a redução do risco de transmissão das arboviroses no município.

Danilo Alves – Tribuna do Leste

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