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Comissões do Conselho de Desenvolvimento Rural definem pautas para início de trabalho

A segunda reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Manhuaçu foi realizada na Câmara Municipal nesta segunda-feira, 2 de março. O encontro reuniu representantes de comunidades rurais e contou com reuniões de comissões para avaliar pautas e demandas que irão orientar o trabalho ao longo do ano.

A presidente do Conselho, Agda Diniz, informou que a reunião teve como objetivo organizar as ações para 2026. “O Conselho reuniu nesta manhã com o intuito de trabalhar alguns temas, algumas pautas e também as reuniões das comissões para discutir as demandas das comunidades”, afirmou. Segundo ela, também foi feito o planejamento de propostas de interesse das associações rurais. “Elaboramos um projeto e um plano para desenvolver o trabalho durante o ano”, disse.

Agda destacou a participação dos conselheiros e representantes das comunidades. “A reunião foi participativa, com representação de várias comunidades. Agradecemos a cada conselheiro que vem às reuniões para levar encaminhamentos às comunidades rurais”, declarou.

A produtora Célia Fernandes, integrante da Comissão de Infraestrutura, detalhou as principais solicitações apresentadas. “As nossas reuniões são focadas nas estradas, no calçamento, na pavimentação das estradas de roça por causa dos ônibus escolares. As pontes precisam de reparos por causa da chuva e, com a chegada da colheita, precisamos organizar as estradas”, explicou. Ela também solicitou apoio do Legislativo. “Pedimos aos vereadores que possam nos auxiliar, porque é importante essa ajuda para atender as comunidades”, afirmou.

Durante a reunião, foi definido o valor da terra nua, utilizado como parâmetro para cálculo de impostos. O extensionista rural da Emater-MG, Cristiano Silva, explicou o procedimento. “Anualmente formamos uma comissão dentro do Conselho para a elaboração do valor da terra nua. Esse valor é referente a todas as terras do município, de acordo com a aptidão”, informou.

Segundo ele, são considerados diferentes tipos de áreas, como lavouras, pastagens, silvicultura e áreas de preservação. “O valor da terra nua é retirado de todas as benfeitorias e culturas. É somente a terra, sem considerar construções ou plantações”, disse.

O valor definido pelo Conselho servirá de referência para o cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) em 2026. “Esse preço define os impostos, principalmente o ITR”, afirmou Cristiano. O valor da terra nua foi fixado em R$ 31.360 por hectare.

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