CidadeDestaqueMeio Ambiente

Prefeitura propõe usina para substituir transbordo de lixo e reduzir custos

A prefeita de Manhuaçu informou que o lixão do município foi fechado e que, atualmente, os resíduos estão sendo enviados por meio de consórcio ao custo mensal de R$ 400 mil. O acordo tem duração de seis meses. Segundo ela, ao fim desse prazo, a despesa pode ultrapassar R$ 1 milhão por mês.

“Nós já fechamos o lixão” e optamos pelo envio dos resíduos para outro município “até para evitar risco para a sociedade”, afirmou. A prefeita explicou que há um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público e que o município buscava uma solução definitiva para o problema.

Como alternativa, a prefeitura encaminhou à Câmara um projeto de lei que autoriza o repasse da área do antigo lixão para uma empresa privada. A proposta prevê que a empresa faça a recuperação ambiental do local e instale uma usina de processamento de resíduos, sem custos para o município. “O município não está entrando com nada, nós não temos custo nenhum, é tudo por conta da empresa”, disse.

De acordo com a prefeita, o projeto de recuperação da área degradada teria custo estimado em R$ 2,5 milhões apenas para elaboração. Pelo modelo proposto, a empresa utilizaria o espaço por 25 anos, assumindo a recuperação e a implantação da usina. Após a liberação das licenças ambientais, a previsão é de que a estrutura esteja em funcionamento em até quatro meses.

A tramitação do projeto, no entanto, foi suspensa após pedido de vista de um vereador, o que deve atrasar o processo em pelo menos 15 dias. “Um atraso de 15 dias, para nós, hoje, conta milhões”, afirmou a prefeita. Ela destacou que, sem uma solução local, o município pode comprometer recursos destinados a áreas como saúde e educação para custear o transporte dos resíduos.

A proposta também inclui a absorção de catadores que atuavam no antigo lixão. Segundo a prefeita, a empresa prevê a geração de mais de 50 empregos diretos, além do aproveitamento dos resíduos para produção de adubo, energia e gás.

“Se a gente não conseguir fazer alguma coisa rápido, o município vai pagar mais de um milhão por mês para transportar nossos resíduos”, disse. Ela acrescentou que outras cidades demonstraram interesse no projeto e defendeu agilidade na decisão: “Eu quero o melhor para Manhuaçu”.

Lorena Correia – Tribuna do Leste

Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo