Com o retorno das atividades escolares, o número de casos de doenças respiratórias entre crianças tende a aumentar. Segundo a pediatra de Manhuaçu, Dra Gladma Araújo da Silveira, o crescimento está relacionado ao contato entre alunos, ao compartilhamento de objetos em creches e escolas e ao clima seco que se aproxima.
Entre as doenças mais frequentes durante o período são os resfriados e gripes, mas a médica alerta para a necessidade de atenção também para doenças com alta capacidade de contágio, como a Covid-19, bronquiolite, gastroenterites, conjuntivites e doença mão-pé-boca.
Além destas doenças, Dra Gladma reforça que crianças alérgicas são mais suscetíveis a infecções de repetição, principalmente de vias aéreas, o que requer mais atenção de pais e cuidadores no dia a dia. Esse também é o caso de crianças cardiopatas, nefropatas, nefropatas, hepatopatas, doenças que podem afetar o sistema imunológico.
Apesar de apresentarem sintomas similares, Dra Gladma explica que o resfriado comum é uma infecção viral autolimitada, ou seja, tem a tendência a se curar sozinha, sem a necessidade de intervenção medicamentosa. A Os sintomas da gripe podem ser percebidos com tosse, espirros, irritabilidade e febre baixa, entre 37,5º e no máximo 38ºC. Mas existem sinais de alerta para casos mais graves, se a febre se tornar persistente, ou recorrente, a criança apresentar prostração, recusa alimentar, dificuldade respiratória, vômitos contínuos ou diarreia. Nesses casos, a orientação é procurar avaliação médica.
Dra Gladma destaca que, para crianças alérgicas, os sintomas de resfriado podem ser recorrentes na rotina: “Lembrando que muitas crianças são alérgicas, gente, então ela vai ficar como se tivesse resfriado quase que o ano inteiro” afirmou. Ainda segundo a médica, crianças podem apresentar resfriados de seis a oito vezes no ano, e nem sempre isso é um sinal de risco. O mais indicado, é que, se a criança apresentar febre, ela interrompa a rotina escolar, já que a febre é sinal de infecção ativa e de que está no período de transmissão.
Como forma de prevenção, a pediatra destaca a importância da vacinação em dia, alimentação adequada, hidratação e manutenção da amamentação quando possível. Além disso, ensinar hábitos de higiene, como lavar as mãos, usar álcool em objetos compartilhados e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar são fundamentais para reduzir a transmissão. Outro importante aliado é a lavagem nasal, antes e após o período escolar: “Qualquer tipo de dispositivo, você faz uma lavagem nasal na criança, antes dela entrar na escola e quando ela chega em casa, você já elimina muita coisa.” explica a médica.
Lorena Correia – Tribuna do Leste



