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Impasse entre Prefeitura de Reduto e faculdade impede retorno de alunos bolsistas às aulas

Uma preocupação vem atingindo estudantes da Faculdade AlfaUnipac, no município de Reduto. O problema está relacionado ao não pagamento de bolsas por parte da prefeitura e à falta de renovação do convênio com a instituição, situação que acabou impedindo que alunos bolsistas retornassem às aulas no início do período letivo de 2026.

De acordo com os estudantes, a suspensão das bolsas tem prejudicado diretamente quem depende do benefício para continuar os estudos. A aluna bolsista Solange Goulart relatou que os universitários estão sem conseguir frequentar as aulas desde o início do semestre.

Segundo ela, o impasse envolve repasses financeiros que não teriam sido realizados. “Nós estamos, desde o início deste semestre, sem conseguir retornar às aulas por causa do impasse entre a faculdade AlfaUnipac e a prefeitura. São repasses de verbas que não foram pagos e, com isso, nós, alunos, estamos prejudicados, principalmente nós, bolsistas”, afirmou.

A estudante também destacou que a situação já vem se arrastando desde o ano passado. Conforme explicou, houve um acordo para que os pagamentos fossem regularizados, mas, segundo a prefeitura, alguns documentos necessários não teriam sido apresentados corretamente, o que teria impedido a liberação dos recursos. Com isso, segundo os alunos, nenhum repasse foi feito ao longo de 2025.

Por causa do impasse, a instituição teria impedido o retorno dos estudantes bolsistas às aulas neste ano. Solange afirma que os prejuízos já começaram a aparecer no calendário acadêmico. “E, com isso, a faculdade, este ano, barrou nós, bolsistas, de retornarmos à faculdade. Nós esperamos voltar o mais rápido possível, porque já perdemos uma matéria. Na faculdade, cada mês corresponde a uma disciplina e nós já ficamos prejudicados.”

Sobre o caso, a prefeita de Reduto, Cíntia de Matos, informou que a administração municipal está trabalhando para resolver a situação junto à faculdade. De acordo com ela, o problema envolve irregularidades em documentos e pendências acumuladas de gestões anteriores.

A prefeita explicou que, desde o início do atual governo, foram realizadas reuniões entre as assessorias jurídicas da prefeitura e da instituição de ensino para tentar regularizar os convênios. Segundo ela, foi identificado que o contrato firmado em 2022 teria validade de cinco anos, mas exigia aditivos anuais, que não teriam sido formalizados corretamente.

Ainda conforme a chefe do Executivo, também foram encontrados documentos que não estavam assinados ou que não constavam nos arquivos da administração anterior, o que dificultou a continuidade dos repasses.“E hoje, na verdade, nós também somos vítimas dessa situação, porque tanto os alunos quanto o Executivo acabaram sendo prejudicados”, afirmou.

No dia 3 de março, os alunos estiveram na Câmara Municipal de Reduto para pedir apoio dos vereadores na tentativa de encontrar uma solução para o problema.

A reportagem entrou em contato com o presidente da Câmara, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Também foi feito contato com um representante da Faculdade Alfa Unipac, porém não houve resposta.

O espaço permanece aberto para que os citados possam prestar esclarecimentos sobre o caso.

Ana Flávia Domingos – Tribuna do Leste

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