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Consumo de peixes aumenta durante a Quaresma e movimenta o comércio

Com a chegada da Quaresma, período de reflexão e tradição para muitos cristãos, um hábito volta a ganhar força na mesa de milhares de famílias: o consumo de peixe. Durante os 40 dias que antecedem a Páscoa, muitas pessoas evitam comer carne vermelha, principalmente às quartas e sextas-feiras, e o pescado passa a ser uma das principais opções de alimentação.

A comerciante do ramo de peixaria, Joseane dos Santos, explica que, nesta época do ano, as vendas costumam aumentar, embora atualmente o crescimento seja menor do que em anos anteriores.

Segundo ela, o movimento é maior especialmente às quartas e sextas-feiras e durante a Semana Santa, período em que muitas pessoas mantêm a tradição de não consumir carne vermelha.

Entre os produtos mais procurados estão os peixes sem espinho, que costumam agradar mais os consumidores. O filé de tilápia é um dos mais conhecidos na região, mas também há procura por filé de panga e filé de merluza. Para quem prefere preparar muqueca, o cação é uma das opções mais vendidas, por ser um peixe sem pele e com apenas um osso central.

Já o bacalhau, por ser um produto importado, tem um preço mais elevado e, neste ano, sofreu um aumento significativo. Por isso, a comerciante destaca que busca fornecedores com melhores preços para conseguir repassar valores mais acessíveis aos clientes. Ela também orienta que as pessoas evitem deixar a compra para a última hora, principalmente durante a Semana Santa, quando a procura é maior.

Em um mercado que também comercializa pescados, o trabalhador Jair Alves Barbosa conta que é necessário planejamento para atender à demanda nesse período.

De acordo com ele, a procura por peixes cresce bastante durante a Quaresma, o que exige organização no estoque para garantir que os clientes sejam atendidos. No local, os peixes também podem ser preparados de acordo com a preferência do consumidor, com cortes específicos solicitados no momento da compra.

Para muitos fiéis, o consumo de peixe durante esse período está diretamente ligado à fé e à tradição religiosa. A trabalhadora doméstica Cleidiane Garcia conta que costuma evitar carne vermelha às quartas e sextas-feiras.

Ela explica que, nesses dias, prefere consumir peixe ou ovos e que, na Quarta-feira de Cinzas, às vezes até faz jejum como forma de devoção. Para se organizar, Cleidiane costuma comprar o peixe com antecedência e deixar guardado na geladeira para consumir nos dias em que mantém a tradição.

Ana Flávia Domingos – Tribuna do Leste

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