Buracos na BR-262 em Manhuaçu geram cobranças e preocupação com segurança
A situação do asfalto da BR-262, especialmente no trecho que corta Manhuaçu, tem sido alvo constante de questionamentos da comunidade. Após o início das obras de recapeamento em 2024, o serviço não foi concluído em todo o trecho da região, deixando buracos ao longo da via, o que preocupa moradores de Manhuaçu e de outros municípios que utilizam a estrada com frequência e temem o risco de acidentes.
Durante agenda na região, o deputado federal Padre João foi questionado pelo Tribuna do Leste sobre o acompanhamento da situação, além da demanda pelo contorno rodoviário. O deputado informou que há monitoramento das obras de recapeamento realizadas e que as demandas apresentadas pela população estão sendo recebidas.
Segundo ele, a situação crítica das estradas foi observada durante a visita à região na última semana. O deputado explica que existem dois processos realizados na BR-262: um executado por empresa terceirizada para manutenção, conhecido como “tapa-buracos”, e outro de revitalização, com o recapeamento de parte da rodovia.
Ao ser questionado sobre a qualidade do serviço executado e sobre o trecho mais crítico entre Manhuaçu e Realeza, o deputado afirma que, devido às chuvas, a Operação Tapa-Buracos não apresentou o resultado esperado: “Acho que eu posso estar até equivocado, mas como eu acompanhei, tem vídeos que nós fizemos naquele período, a parte que está tendo muito buraco, é a parte que não foi feita aquela obra mais estruturante do recapeamento. A parte que tem buraco é a que foi feita simplesmente a manutenção, que era a Operação Tapa Buracos. Aí, quando veio a chuva, abre tudo de novo.” afirmou. Ele informa que o recapeamento foi realizado até a região de Matipó, sem alcançar o trecho entre Realeza e Manhuaçu.
Ainda de acordo com Padre João, com o contrato vencido e as chuvas constantes, a operação tapa-buracos foi interrompida. Ele acredita que o período de estiagem deve possibilitar a retomada das obras. O deputado reforça que no trecho que compreende Santa Margarida a Manhuaçu não foi realizada a obra de recapeamento no ano passado.
O parlamentar destaca que, na área urbana, onde estão os trechos mais críticos e ocorreram obras de desaterro e loteamento, há agravamento da situação com o acúmulo de água direcionado para a via. Nesse caso, ele informa que o DNIT já realizou a notificação com prazo para correção. Caso não haja cumprimento, o órgão poderá ser acionado novamente para aplicação de multas.
Lorena Correia – Tribuna do Leste



