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Polícia Civil prende empresário por importunação e assédio sexual em Simonésia

A Polícia Civil cumpriu na manhã deste sábado (11), o mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem investigado pelos crimes de importunação e assédio sexual ocorridos em ambiente de trabalho. O investigado foi localizado no distrito de Alegria, em Simonésia, e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça após a conclusão do inquérito policial que apurou condutas reiteradas de cunho sexual contra uma funcionária.

​Consta dos autos que o suspeito, na condição de empregador da vítima, aproveitava-se da relação hierárquica e da vulnerabilidade financeira da jovem para realizar investidas frequentes desde o início do vínculo laboral, em setembro de 2025. Segundo relatos testemunhais, o investigado oferecia vantagens econômicas e benefícios financeiros em troca de favorecimento íntimo, chegando a solicitar a colegas de trabalho que intermediasse propostas à vítima, sugerindo que ela obteria ascensão profissional caso aceitasse manter relacionamento com ele. Tais condutas eram recorrentes, gerando constrangimento contínuo à jovem que, por necessidade financeira, permanecia no emprego.

​No episódio mais grave, ao solicitar um adiantamento salarial de aproximadamente R$ 900,00 para custear despesas acadêmicas, a vítima foi informada pelo investigado que a concessão do valor estaria condicionada à prática de ato sexual. Diante da negativa, a vítima dirigiu-se ao escritório para confrontá-lo, momento em que o homem teria se aproximado de forma invasiva, encurralando-a contra a parede e passando as mãos em seu corpo sem consentimento. A ação foi interrompida pela chegada de um terceiro, que visualizou parcialmente a situação e interveio.

​Os fatos vieram à tona em 4 de fevereiro de 2026, quando o irmão da vítima, que também presenciou parte dos crimes, registrou a ocorrência. Diante da gravidade das informações, a Polícia Civil instaurou inquérito para apuração detalhada. Durante as investigações, uma testemunha procurou a delegacia e denunciou ter sido ameaçada pelo investigado para não confirmar os fatos em juízo.

​Diante da tentativa de coação, a delegada responsável pelo caso, Dra. Adline Ribeiro de Mello Rodrigues, encaminhou as informações ao Ministério Público, que entendeu estarem presentes os requisitos para a prisão preventiva. A medida foi devidamente representada pela autoridade policial e deferida pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Manhuaçu, culminando na prisão efetuada nesta data.

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