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Cientista manhuaçuense participa da criação de vacina contra a dengue

O biólogo e microbiologista manhuaçuense Walason da Silva Abjaude foi um dos cientistas responsáveis pelos estudos e execução da vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante é aplicado em dose única, e a vacina deve proteger contra os quatro tipos da dengue, evitando reinfecções e quadros graves da doença.

Nascido em Realeza, o biólogo esteve envolvido a partir de 2017, quando estava iniciando o estudo clínico fase 3 e o piloto de produção do estudo fase 3, em que foram vacinados 17 mil voluntários, estudo que durou até 2019, com os resultados do acompanhamento saindo em 2022. Walason explica que alguns dos resultados das pesquisas estão saindo agora e fazem parte de um acompanhamento de 5 anos. Além de participar do processo de escalonamento produtivo e da transferência de tecnologia da vacina da dengue para uma empresa dos Estados Unidos e outra da China.

O biólogo explica que a vacina é 100% brasileira, produzida por pesquisadores nacionais, e está sendo aplicada em três cidades brasileiras, uma, inclusive, em Minas Gerais: Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP). Segundo Walason, a vacina é uma forma importante de erradicar a doença, apesar da onda de negacionismo vivida no Brasil: “mas eu reforço que todo o processo de vacina, desenvolvimento e disponibilização é um processo extremamente rigoroso, que conta com a participação da Anvisa, justamente regulando esse mercado, então as vacinas, sim, elas são seguras e salvam vidas”, afirmou.

Durante a última sexta-feira, Dr. Walason recebeu, na Câmara de Vereadores de Manhuaçu, uma Moção de Congratulações como homenagem pela atuação na fabricação da vacina da dengue. O biólogo destaca também o sentimento de receber o reconhecimento da cidade: “Eu fico muito feliz por esse reconhecimento que eu estou recebendo agora aqui pela prefeitura. Bom, eu nasci, fui criado em Realeza, não foi um processo fácil chegar onde eu cheguei, mas eu acreditei bastante nos meus sonhos, então, quem está querendo seguir na área de pesquisa, na área acadêmica, acredite: não é um caminho fácil, exige renúncias, você abdica de muitas coisas, mas, no final, você tem resultados e a gente tem que acreditar sempre nos nossos sonhos, no que a gente pode fazer de melhor, sobretudo para a sociedade, como agora eu tenho feito para a saúde pública”, conclui ele.

A homenagem foi de autoria do vereador Jânio Garcia Mendes (Jânio do Catinga), que foi colega de escola de Walson Abjaude. Para o vereador, a história do conterrâneo deve servir de exemplo para as novas gerações de alunos de Manhuaçu que, assim como Walason, são alunos da rede pública de ensino: “Então isso é algo que merecia essa homenagem, até para incentivar os jovens a verem que questão de escola estadual, escola particular depende muito da pessoa, da pessoa querer, da pessoa se esforçar. Com certeza, tendo tudo isso, a gente consegue ter bons resultados no futuro.”

Lorena Correia – Tribuna do Leste

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