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MPMG obtém prisão preventiva após adiamento de júri por abandono da defesa em Inhapim

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, no Vale do Rio Doce, obteve na Justiça a decretação da prisão preventiva de um homem acusado de duplo homicídio qualificado, após o adiamento do julgamento pelo Tribunal do Júri.

O júri estava marcado para esta segunda-feira, 27 de abril. No entanto, o advogado de defesa abandonou o plenário sem apresentar justificativa considerada válida, o que levou ao encerramento da sessão e à necessidade de remarcação do julgamento.

Diante da situação, o MPMG pediu a prisão preventiva do acusado, apontando que a conduta comprometeu o andamento regular do processo e indicou risco de novas tentativas de atrasar o julgamento.

O réu responde por duplo homicídio qualificado, com dolo eventual, além de crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro. Os fatos ocorreram em 17 de maio de 2024, na BR-116, em Inhapim.

Segundo a denúncia oferecida pelo MPMG, o acusado dirigia sob efeito de álcool, em alta velocidade e com a capacidade psicomotora alterada, quando invadiu a contramão e colidiu de frente com uma motocicleta. As duas vítimas, de 21 e 22 anos, morreram no local. Ainda conforme a denúncia, uma das vítimas estava grávida.

De acordo com os promotores de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Igor Heringer Chamon Rodrigues, a defesa vinha adotando medidas para atrasar o andamento do processo, o que levou ao esvaziamento da sessão do Tribunal do Júri e prejudicou a realização do julgamento.

Ao analisar o pedido do MPMG, a Justiça entendeu que havia fundamentos legais para a medida e decretou a prisão preventiva do acusado, considerando a gravidade do caso e a necessidade de garantir a realização do júri.

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