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Debate sobre inclusão e políticas públicas marcam encontro do Parlamento Jovem

Na última sexta-feira, foi realizada uma reunião do Projeto Parlamento Jovem em Manhuaçu, com a participação do Conselho da Pessoa com Deficiência. O encontro abordou as principais dificuldades enfrentadas no município e promoveu um momento de aprendizado sobre a articulação das políticas públicas, com destaque para o papel do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

A coordenadora do CRAS, Jordana Andrade, destacou o planejamento da atividade e a importância da integração entre teoria e prática. Segundo ela, não é possível discutir política pública sem o controle social, uma vez que a política pública não funciona se o conselho não estiver ativo no município, o que motivou a levar uma reunião do Conselho da Pessoa com Deficiência para o encontro: “Nós pensamos que eles teriam uma parte teórica, o assistente social, Adriano, falou um pouquinho sobre o tema para os meninos, e aí depois, no final, nós discutimos também na prática política pública, como que a gente faz política pública no município.”afirmou.

Jordana também ressaltou o impacto do projeto na formação dos jovens. “É extremamente importante, tendo em vista que a gente está ajudando os jovens a construir o senso crítico e construir política. Talvez eles não vão ser vereadores, prefeitos, mas eles são cidadãos e precisam exercer o papel deles enquanto cidadão.”

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ivonette Paula Loyola, destacou a articulação entre o Conselho e o Parlamento Jovem, além das principais demandas discutidas. Ela explica que a articulação foi pensada para explicar a importância do Conselho na cidade. Para Ivonette, a principal demanda de acessibilidade observada em Manhuaçu hoje está relacionada a falta de profissionais capacitados na Língua Brasileira de Sinais, Libras: “porque a gente não tem, na rede pública, professores de Libras ou pessoas que foram instruídos para isso, e a gente percebe que isso está sendo uma dificuldade, que quando a pessoa chega para o atendimento e não tem um profissional que sabe Libras e que possa explicar para eles sobre o atendimento, então fica inviável. Então, essa questão de Libras, hoje, está sendo uma situação que a gente precisa resolver o mais rápido.” avalia a presidente. 

Entre os participantes, a estudante Thalia, do terceiro ano da Escola Renato Gusmão, destacou o aprendizado adquirido durante o encontro e o foco dos jovens nas propostas de inclusão. Thalia indica que a experiência foi esclarecedora. A estudante ainda reforça que os participantes do projeto Parlamento Jovem estão com foco em políticas que melhorem o acesso a LIBRAS e garantam a acessibilidade a pessoas surdas e mudas.

Lorena Correia – Tribuna do Leste

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