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Colheita de café pode aumentar risco de acidentes com serpentes na zona rural de Manhuaçu

Com a proximidade do início da colheita de café, trabalhadores rurais ficam mais expostos a riscos ocupacionais, entre eles, acidentes com serpentes na zona rural de Manhuaçu. No município, os incidentes mais comuns envolvem jararacas, cuja picada pode levar uma pessoa a óbito durante as primeiras horas. Os animais podem se esconder entre os pés de café, sob folhas acumuladas ou buscar abrigo em maquinários durante períodos mais frios.

De acordo com o biólogo Rubens Júnior, fatores ambientais e condições criadas no ambiente rural favorecem o aparecimento das serpentes. “Já no ambiente rural, ali a gente tem matas, córregos que permitem que elas façam a descendência, mas a gente também vai ter condições próximas às residências do ambiente rural que vão atrair elas. É o galinheiro, que vai ter muito cheiro, que vai atrair, por exemplo, uma jiboia. O café tem muito folhiço, pode atrair também roedores e também atrair algumas serpentes”, explica.

Ele destaca ainda que é comum a presença de serpentes nas plantações de café. “É muito comum, por exemplo, algumas jararacas subirem na plantação de café e ficarem ali para se proteger de predadores ou controle de temperatura. Então, essas condições que a gente cria, às vezes sem querer, mas algumas vezes por mau comportamento ou por falta de instrução, cria condições para que elas venham”, afirma.

Durante o manejo do café, o uso de equipamentos de proteção individual é apontado como medida fundamental. Segundo o biólogo, a bota de cano alto pode eliminar 75% dos acidentes, enquanto o uso de luvas que protegem até o cotovelo pode reduzir mais 20%. “Somando os dois, bota de cano alto e luva, você vai ter 95% de acidentes que serão evitados”, diz.

Ele ressalta que o comportamento preventivo também é necessário. Entre as orientações estão não colocar a mão em buracos ou locais escuros sem visibilidade, utilizar instrumentos para verificar a presença de animais e não manipular serpentes.

Em caso de acidente, a recomendação é afastar-se do animal e evitar procedimentos como perfurações, cortes ou sucção no local da picada. “Não vai adiantar chupar, não vai tirar a peçonha do animal. Não fazer cortes, não aplicar qualquer tipo de substância ali, porque pode infeccionar e ser pior”, explica.

O biólogo orienta ainda manter a calma e conduzir a pessoa picada a um hospital, evitando esforço físico. Em Manhuaçu, o atendimento de referência é realizado no Hospital César Leite.

O recolhimento de serpentes no município é feito pelo Corpo de Bombeiros, por meio do número 193.

Obtenha mais informações sobre os animais por meio do perfil @herpetocerrado

Lorena Correia – Tribuna do Leste

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