A atleta de Manhuaçu, Roselãnia Valentim (Rosinha), conquistou, no dia primeiro de maio, o tricampeonato da prova de 100 quilômetros da 6ª Ultramaratona Internacional de Natal, realizada no Rio Grande do Norte. A competição reuniu atletas de diferentes estados e contou com disputas nas modalidades de 6 horas, 24 horas, 48 horas e 100 quilômetros.
Com o resultado, Roselânia Valentim garantiu novamente índice para competições internacionais e confirmou presença no Campeonato Mundial de 100 quilômetros, que será realizado na Espanha. Integrante da seleção brasileira de ultramaratona, ela destacou a importância de representar o país e o município em competições fora do Brasil. “Estou muito feliz com essa conquista. Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de levar o nome do Brasil, de Minas Gerais e de Manhuaçu para competições internacionais”, afirmou.
A atleta já participou do Intercontinental de 24 horas, na Argentina, e do Mundial de 24 horas, realizado na França, ambos em 2025. Nos 100 quilômetros, ela já alcançou três índices internacionais consecutivos. Em 2025, concluiu a prova em 8 horas e 49 minutos. Segundo a corredora, a preparação para a competição exigiu treinos em diferentes períodos do dia para adaptação ao clima de Natal, conhecido pelas altas temperaturas. Ela relatou dificuldades em relação à falta de estrutura adequada para treinamentos específicos da modalidade, disputada em pista oficial de 400 metros. “Treinamos em rua, o que é diferente de uma pista oficial. Precisei adaptar os treinos pela manhã, ao meio-dia e também à noite para acostumar o corpo ao clima da prova”, explicou.
Além da rotina de preparação física, Rosinha destacou os custos com suplementação, vestuário e equipamentos adequados para provas de longa duração. Segundo ela, a ultramaratona exige planejamento físico e mental. “A mente manda muito. Em vários momentos da prova você pensa em desistir, mas precisa lembrar de toda a preparação e seguir em frente”, disse.
A atleta também relatou dificuldades enfrentadas em competições internacionais anteriores. Durante o Mundial de 24 horas, na França, ela teve problemas relacionados ao frio intenso e à reposição de sódio. Já na competição realizada em Natal, enfrentou episódios de intolerância ao gel de suplementação utilizado durante a prova. Ela é treinada pelo professor Marcos Gomes, integrante da Federação de Atletismo do Rio Grande do Norte e ligado à seleção brasileira de ultramaratona. A preparação para o Mundial da Espanha terá duração de três meses.
Atualmente, Rosinha também é recordista na prova de 24 horas, após percorrer 216 quilômetros em competição disputada em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Ao falar sobre motivação, ela destacou a influência da mãe na trajetória esportiva e afirmou que a disciplina e a persistência foram fundamentais para alcançar os resultados na ultramaratona. “A gente precisa ter meta, disciplina e persistência. É isso que faz continuar buscando os objetivos”, concluiu.
Danilo Alves – Tribuna do Leste



