O dia 13 de maio marca um momento histórico no Brasil: a abolição da escravatura, oficializada em 13 de maio de 1888 com a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel. A conquista foi resultado de anos de luta do movimento abolicionista, da sociedade civil e, principalmente, da resistência da população escravizada durante as décadas de 1870 e 1880.
Em Manhuaçu, movimentos negros seguem atuando na defesa da dignidade, da igualdade racial e na valorização da cultura afro-brasileira. O presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), Luciano Lima, destaca que os reflexos da escravidão ainda impactam diretamente a população negra no país.
Segundo ele, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram desigualdades sociais e econômicas persistentes entre negros, pardos e brancos no Brasil. Luciano afirma que a população negra e parda ainda possui renda inferior à população branca e menor presença em cargos de chefia, o que demonstra a necessidade de avanços para a construção de um país mais desenvolvido e igualitário.
O presidente do Compir ressalta ainda que os impactos podem ser percebidos em diferentes espaços sociais e profissionais. De acordo com ele, a população negra e parda ainda é minoria em grandes postos de trabalho e em diversas profissões.
Luciano Lima defende a ampliação do debate sobre igualdade racial, especialmente dentro do ambiente escolar, como forma de combater preconceitos e reduzir desigualdades. Segundo ele, discutir temas ligados à questão racial, aos direitos das mulheres e à proteção das crianças e adolescentes contribui para diminuir impactos negativos e promover evolução social.
Ele também destacou a importância das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que determinam o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. Conforme explicou, disciplinas como História, Arte, Literatura e Geografia devem abordar esses conteúdos dentro do ambiente escolar.
Por fim, Luciano Lima criticou posicionamentos contrários à legislação e afirmou que os dados sociais demonstram que ainda existem desigualdades raciais no Brasil.



