A Operação Elo Quebrado, realizada na manhã desta quinta-feira (14), na região de Manhuaçu, resultou no cumprimento de 31 mandados de prisão e em 11 prisões em flagrante. Ao todo, 42 pessoas foram presas durante a ação coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). A operação também apreendeu armas de fogo, drogas, balanças de precisão, equipamentos eletrônicos e outros materiais ligados ao tráfico de drogas e à criminalidade violenta.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, destacou a importância da operação e afirmou que o trabalho terá continuidade na região. Segundo ele, a ação teve impacto operacional e simbólico ao reforçar a presença do Estado nas cidades atendidas pela 12ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp). “Essa operação foi extremamente importante. Houve 42 prisões, sendo 31 derivadas de mandados de prisão e 11 prisões em flagrante, além de armamentos e drogas apreendidos. Também existe um efeito simbólico muito importante para a região, que é mostrar que o Estado está presente em todos os lugares”, afirmou.
O secretário também ressaltou a participação da população por meio de denúncias e colaboração com as forças de segurança. “A comunidade exerce um papel fundamental, porque o que todos querem é paz. A população precisa entender que o Estado é parceiro e que pode ajudar para que possamos localizar nossos alvos e garantir a segurança que ela necessita”, disse. Ao comentar sobre a atuação de facções criminosas na Zona da Mata, Rogério Greco afirmou que o problema se estende por todo o país, mas destacou que Minas Gerais mantém controle da situação. “Hoje o problema das facções não é apenas da Zona da Mata, mas do Brasil como um todo. Começamos com duas grandes facções criminosas e hoje temos cerca de 90. Em Minas, porém, temos a situação muito bem controlada”, declarou.
Na sequência, o delegado regional da Polícia Civil de Manhuaçu, Almir Lugon, destacou a integração entre as forças de segurança e o trabalho conjunto com o Poder Judiciário e o Ministério Público. “Manhuaçu não vai tolerar o crime. Quando as forças de segurança atuam de forma integrada, nenhum grupo criminoso consegue enfrentar a força do Estado”, afirmou.
O delegado apresentou os números parciais da operação e classificou o resultado como um impacto significativo contra a criminalidade organizada. “Até o momento, temos 31 mandados de prisão cumpridos e 11 pessoas presas em flagrante por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e apreensão de drogas em quantidade expressiva. Também apreendemos balanças de precisão e equipamentos eletrônicos. Já ultrapassamos 42 pessoas presas na data de hoje”, explicou.
Segundo ele, a operação representa um avanço no enfrentamento ao crime organizado na região. “Foi um duro golpe na criminalidade regional e um passo para fortalecer a paz social que já começamos a vivenciar em Manhuaçu”, disse.
O comandante da 12ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Márcio Roberto de Souza, afirmou que a operação é resultado de um trabalho contínuo de inteligência realizado de forma integrada entre as instituições. “A Polícia Militar já vinha desenvolvendo um trabalho de inteligência há bastante tempo. São várias operações realizadas em conjunto, compartilhando informações entre as instituições para cumprir mandados de busca, apreensão e prisão voltados ao combate às organizações criminosas e à criminalidade violenta”, afirmou.
O coronel destacou que novas ações devem ocorrer nos próximos dias. “Atuamos em várias cidades da região e outras ações ainda serão desenvolvidas ao longo do dia e nos próximos dias. Nossa atuação é contínua”, disse.
Ele também reforçou o papel da união entre as instituições de segurança pública. “O importante é mostrar para a comunidade que as instituições atuam de forma integrada, fortalecendo o papel do Estado como o único legítimo para garantir a segurança da população e impedir a instalação de organizações criminosas na região”, afirmou.
Ao falar sobre a participação da população no combate ao crime, o comandante ressaltou a importância das denúncias anônimas. “O papel da sociedade é fundamental. Muitas informações repassadas pela população são imprescindíveis para os resultados alcançados. Além da relação de confiança com as polícias, a população também pode utilizar os canais oficiais”, explicou.
Segundo o coronel, denúncias podem ser feitas pelo telefone 190, em situações de flagrante, ou pelo Disque Denúncia Unificado, no número 181, sem necessidade de identificação. “As informações recebidas são encaminhadas para o sistema de inteligência, analisadas e utilizadas em operações como a realizada hoje, resultando em prisões e apreensões”, concluiu.
Danilo Alves – Tribuna do Leste



