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Operação Cerco Fechado mobiliza quase 3 mil agentes e atua em Manhuaçu e outras cinco cidades mineiras

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, apresentou na manhã desta segunda-feira (1º) um balanço parcial da Operação Cerco Fechado, considerada a maior ação já realizada no estado no combate às facções criminosas. A iniciativa reúne as Forças de Segurança de Minas Gerais, a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma atuação integrada e sem prazo definido para terminar.

Segundo o governador, a operação foi estruturada para garantir a retomada dos espaços públicos e impedir o avanço das organizações criminosas em território mineiro.

“A Operação Cerco Fechado é uma operação de longo prazo, estruturada para garantir a devolução do espaço público às pessoas e para que, em Minas Gerais, não haja domínio de território. O objetivo é asfixiar financeira e fisicamente a presença das facções por meio da atuação permanente das forças de segurança”, afirmou.

Mateus Simões ressaltou que a ação não tem como foco apenas a prisão de alvos específicos, mas a ocupação permanente dos territórios pelo Estado.

“Não estamos falando de uma operação de busca de alvos, ainda que esse tipo de resultado também aconteça. O principal objetivo é garantir a ocupação do território pelo Estado e afastar a tentativa de controle dessas áreas pelas facções criminosas”, explicou.

A operação acontece simultaneamente em 26 territórios distribuídos por seis municípios mineiros: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, Teófilo Otoni e Manhuaçu. Ao todo, 2.980 agentes das forças estaduais e federais estão mobilizados.

“É a maior operação estruturada da história das polícias de Minas Gerais e uma operação sem data de término. Vamos continuar nas ruas pelo tempo que for necessário para garantir que esses espaços sejam retomados e devolvidos à comunidade”, destacou o governador.

De acordo com o balanço parcial divulgado nesta segunda-feira, 46 pessoas foram conduzidas, entre elas quatro menores de idade. Deste total, 38 prisões foram ratificadas. Também foram apreendidas nove armas de fogo, 93 munições, porções de maconha, crack e cocaína, além de cerca de R$ 27 mil em dinheiro.

A operação conta ainda com o apoio do Ministério Público de Minas Gerais e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, sendo 46 em Belo Horizonte e 27 no interior do estado.

Além das ações nas ruas, equipes realizaram operações em dez unidades prisionais. Até o momento, 914 celas foram revistadas, resultando na apreensão de 53 aparelhos celulares e 907 unidades de drogas.

O governador afirmou que o combate será direcionado a todas as facções criminosas que atuam no estado.

“Nós vamos continuar combatendo a presença do Primeiro Comando da Capital, do Terceiro Comando Puro e do Comando Vermelho. As três organizações serão alvo da nossa reação. Não há uma facção específica sendo objeto da atuação de hoje”, concluiu.

A Operação Cerco Fechado é resultado da integração entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

 

 

 

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