Celebrado nesta sexta-feira (12), o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil chama a atenção para a necessidade de proteger crianças e adolescentes e garantir que seus direitos sejam respeitados. Apesar dos avanços na legislação e das políticas públicas voltadas à infância, o trabalho infantil ainda é uma realidade presente em muitas cidades brasileiras, incluindo Manhuaçu.
Nas ruas do município, é comum encontrar crianças e adolescentes vendendo balas, paçocas, panos de prato e outros produtos nos semáforos e pontos de grande circulação. Embora muitas pessoas enxerguem essas situações como uma forma de ajudar as famílias, os órgãos de proteção alertam que essa prática configura trabalho infantil e é proibida pela legislação brasileira.
De acordo com a conselheira tutelar Maria Inês, ainda existe uma compreensão equivocada sobre o que caracteriza o trabalho infantil. Segundo ela, muitas pessoas associam o problema apenas a atividades consideradas pesadas ou insalubres. “Muitas das vezes a gente pegava criança trabalhando e lavava jato, hoje já não tem. Mas hoje a gente depara cotidianamente com as crianças vendendo bala, vendendo pano de prato na rua, vendendo paçoquinha nos sinais. Isso é trabalho infantil. Que é proibido por lei no Brasil”, destacou a conselheira tutelar Maria Inês.
Outro ponto destacado por Maria Inês é o papel da sociedade no combate à prática. Segundo ela, ao comprar produtos vendidos por crianças, muitas pessoas acreditam estar ajudando, mas acabam contribuindo para a manutenção do trabalho infantil.
A conselheira ressalta ainda que famílias em situação de vulnerabilidade podem buscar apoio junto aos serviços de assistência social do município. O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) oferece acompanhamento e pode orientar sobre programas e benefícios disponíveis para auxiliar as famílias sem que seja necessário recorrer ao trabalho infantil.
Ana Flávia Domingos – Tribuna do Leste



