Emissoras Manhuaçu FM e Nova FM participam de encontro com pesquisa inédita sobre o rádio
As rádios Manhuaçu FM 106,9 e Nova FM 88,3, emissoras da Fundação Expansão Cultural de Manhuaçu, participaram do evento Rádio & Mercado em Sintonia Belo Horizonte, promovido pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), em parceria com a Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT) e o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais (SERT-MG). Realizado na capital mineira, o encontro reuniu mais de 350 participantes entre anunciantes, radiodifusores, estudantes, publicitários e profissionais do setor para debater os desafios, as oportunidades e o futuro do rádio no cenário da comunicação.
Durante a abertura, o presidente-executivo da ABERT, Cristiano Lobato Flôres, destacou a relevância e a capacidade de adaptação do rádio ao longo do tempo. Segundo ele, o meio mantém características fundamentais como agilidade e localismo, sendo essencial para informar as comunidades e suprir lacunas deixadas pelos chamados desertos de notícias.
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“O rádio nasceu novo, com agilidade, com localismo. As pessoas querem ser globais, mas querem saber os problemas da sua comunidade. E ninguém entrega mais isso do que o rádio. O rádio substituiu, basicamente, os jornais nos desertos de notícias”, afirmou.
Flôres também ressaltou os elevados índices de credibilidade do rádio junto à população mineira e brasileira, associando essa confiança à qualidade do conteúdo e à audiência do meio.
O presidente da AMIRT e do SERT-MG, Mayrinck Júnior, enfatizou que a relevância do rádio cresce à medida que incorpora novas tecnologias. Ele destacou que, além da audiência tradicional pelas ondas do rádio, o uso do streaming amplia o alcance das emissoras e permite atingir públicos além dos limites geográficos convencionais.
“O rádio tem relevância a partir do momento em que soma outras tecnologias para agregar valor. A primeira audiência dele é nas ondas. A partir do momento em que agrega nesse veículo o streaming, agregamos para ele uma outra audiência que extrapola aquele limite das ondas”, pontuou.
Mayrinck Júnior observou ainda que o rádio se mantém relevante por sua capacidade de adaptação às transformações do mercado, pelo forte vínculo com as comunidades, pela audiência expressiva e pela eficiência na entrega de resultados aos anunciantes.
A programação contou com diversos painéis. O primeiro, intitulado “A força do rádio: mídia de resultados”, foi conduzido pelo consultor e palestrante Fernando Morgado, que apresentou dados demonstrando a relevância e o alcance do rádio para ouvintes e anunciantes.
Morgado explicou que sua apresentação buscou responder às dúvidas mais frequentes enfrentadas pelos profissionais de vendas das emissoras, utilizando informações para desmistificar conceitos equivocados sobre o meio.
“Eu procurei trazer para a palestra as frases que os profissionais das emissoras costumam escutar com mais frequência quando vão vender anúncio. E, na verdade, o objetivo de todos eles foi o mesmo, que é desmistificar certas coisas”, declarou.
Na sequência, o painel “A perspectiva do mercado sobre o rádio” foi mediado por Tatiana Rocha, diretora de Marketing da Localiza e diretora da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA). Participaram do debate o publicitário Pedro Senra, da agência Filadélfia, e Amanda Vidotti, head de Marketing da Drogaria Araujo. Os convidados compartilharam experiências e reflexões sobre a presença do rádio nos planejamentos de mídia.
Pedro Senra destacou a capacidade do rádio de alcançar simultaneamente grandes centros e dezenas de cidades do interior, além de permitir a otimização de investimentos e garantir a frequência necessária para a fixação das mensagens publicitárias.
“Dependendo da emissora e da potência, no rádio você consegue falar na capital e em mais 70 cidades. O rádio permite essa otimização de investimento. E hoje, com o investimento menor, a gente consegue garantir a frequência necessária para a fixação da mensagem”, avaliou.
Outro destaque do evento foi a apresentação da pesquisa inédita da Quaest, intitulada “Além do Dial, Rádio 3.0 e sua relação com Minas Gerais”. O estudo revelou informações sobre os hábitos de consumo de rádio no estado e evidenciou o avanço da digitalização do meio.
A diretora de Inteligência de Mercado da Quaest, Nathália Porto, destacou que um dos principais resultados da pesquisa é a lealdade geracional do público, mostrando que o hábito de ouvir rádio permanece vivo inclusive entre os mais jovens.
“Um dos grandes achados da pesquisa é a lealdade geracional do rádio. Esse é um hábito que o streaming não derreteu, permanece vivo, inclusive entre os mais jovens, que foram criados escutando rádio”, afirmou.
Entre os dados apresentados, o levantamento apontou que 55% dos ouvintes mineiros são considerados heavy users, escutando rádio de cinco a sete dias por semana; 75% mantêm esse hábito há mais de 20 anos; 81% consideram o rádio relevante nos dias atuais; e 71% afirmam que o meio faz companhia em seu cotidiano.
Os resultados da pesquisa foram debatidos no painel de encerramento, que contou com a participação do consultor de rádio, digital e inteligência artificial Cristiano Stuani, do jornalista e CEO do portal tudoradio.com, Daniel Starck, além de Cristiano Lobato Flôres, Nathália Porto e Mayrinck Júnior.
Durante o evento também foi realizada uma homenagem à diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Cemig, Cristiana Kumaira, que recebeu a Comenda Januário Carneiro em reconhecimento às suas contribuições para a radiodifusão mineira. A honraria foi entregue pelo vice-presidente jurídico da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), Flávio Lara Resende.
Em seu agradecimento, Kumaira afirmou sentir-se honrada com a homenagem e destacou a emoção de receber a comenda após tantos anos de atuação na área da comunicação.
A participação das rádios Manhuaçu FM e Nova FM no encontro reforça o compromisso das emissoras da Fundação Expansão Cultural com a atualização permanente, a inovação e o fortalecimento da radiodifusão regional, acompanhando de perto as tendências e transformações que impactam o setor em Minas Gerais e em todo o país.



