Com a proximidade de uma nova safra de café, os produtores rurais precisam redobrar a atenção com o solo e o manejo das lavouras. As altas temperaturas e a irregularidade das chuvas podem provocar estresse hídrico nos cafeeiros, prejudicando a floração e o desenvolvimento dos frutos. A extensionista da Emater, Alice Souza, orienta os cafeicultores a investir na análise do solo, na correção da acidez e na manutenção da umidade das áreas de cultivo.
Segundo Alice, este é um período importante para avaliar as condições do solo e planejar a adubação de acordo com as necessidades da lavoura. A recomendação é coletar amostras e encaminhá-las para análise. Com os resultados em mãos, o produtor deve buscar orientação técnica para identificar a necessidade de calagem e definir os nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas.
Outro cuidado é a conservação do solo, especialmente diante das temperaturas elevadas. A manutenção da palhada e da cobertura vegetal, além do manejo adequado do mato entre as linhas do cafezal, ajuda a preservar a umidade e reduzir a exposição direta do solo ao sol.
A irregularidade das chuvas e o calor intenso também podem afetar os processos fisiológicos dos cafeeiros. De acordo com a extensionista, as plantas podem reduzir a fotossíntese e apresentar abortamento de botões florais e flores, além da queda dos chamados chumbinhos, como são conhecidos os frutos em estágio inicial de desenvolvimento. Esses fatores podem comprometer a formação dos grãos e a produtividade da próxima safra.
Alice Souza ressalta que, embora o produtor não consiga controlar as condições climáticas, é possível reduzir parte dos impactos com o manejo adequado. Manter as plantas bem nutridas, seguir as recomendações técnicas e evitar a perda de água no solo são medidas que contribuem para a saúde dos cafeeiros e para o desenvolvimento da lavoura.
A Emater está disponível para auxiliar os produtores na interpretação das análises de solo e na orientação sobre as práticas necessárias para preparar as lavouras para o próximo ciclo produtivo.
Ana Flávia Domingos – Tribuna do Leste



