
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva. Uma quarta investigada permanece foragida.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Homicídios da 2ª Delegacia Regional de Caratinga, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), deflagrou, nesta quarta-feira (04/11), a operação CORTIÇO. A ação teve como alvos dois homens e duas mulheres investigados pelo homicídio de um jovem de 19 anos, ocorrido em 17 de setembro de 2026, no bairro Dario Grossi, em Caratinga.
Com a participação de 13 policiais, a operação resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e de três mandados de prisão preventiva. Foram presos dois homens, de 18 e 19 anos, e uma mulher, de 22 anos. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça da Comarca de Caratinga, após representação do Delegado de Polícia, Dr. Sávio Moraes, responsável pela investigação.
Uma mulher, de 26 anos, também investigada por envolvimento no crime, não foi localizada e é considerada foragida. O mandado de prisão preventiva expedido contra ela permanece pendente de cumprimento.
Durante as buscas, foram apreendidos telefones celulares dos investigados, que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Conforme os levantamentos policiais, os dois homens presos possuem registros relacionados à prática de atos infracionais análogos aos crimes de tráfico de drogas, receptação e roubo.
Após os procedimentos de polícia judiciária, os três presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
Entenda o caso
Segundo as investigações, em 17 de setembro de 2026, os suspeitos, que estavam em um veículo e em uma motocicleta, abordaram a vítima na Rua Alberto Vieira Campos, no bairro Dario Grossi. Na ocasião, iniciou-se uma discussão entre os envolvidos.
Após o desentendimento, o passageiro da motocicleta e a passageira do veículo teriam desembarcado e efetuado diversos disparos de arma de fogo contra o jovem. A vítima fugiu a pé pela mesma rua, no sentido crescente da numeração, sendo perseguida pelos suspeitos, que teriam continuado a atirar em sua direção. Durante a ação, dois disparos atingiram um ônibus estacionado na via, causando danos ao veículo.
Quando cessaram a perseguição e os disparos, o jovem retornou a um bar nas proximidades em busca de socorro, mas caiu ao solo em decorrência dos ferimentos. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.
Dias após o crime, os investigados apresentaram-se espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil de Caratinga, acompanhados de seus advogados. Na ocasião, formalizaram a entrega de duas armas de fogo supostamente utilizadas no homicídio: um revólver Taurus, calibre .32, e uma pistola Taurus, calibre .380.
A investigação prossegue para esclarecer a motivação do crime.
Sobre o nome da operação
O nome CORTIÇO faz referência ao romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo. A inspiração remete à influência do meio social sobre as relações humanas e aos conflitos entre os personagens retratados na obra. No livro, que possui como premissa central a expressão “quando o crime mata o criminoso”, essa dinâmica se manifesta através do destino dos personagens e da tese naturalista de que o meio corrompe o indivíduo.



