O aumento das chuvas e das temperaturas coloca Manhuaçu em estado de atenção para a proliferação do mosquito Aedes aegypti nos próximos meses. Apesar de o município ter registrado índice de infestação predial de 0,8% no levantamento realizado em setembro, considerado de baixo risco, a Vigilância Ambiental trabalha com a possibilidade de crescimento dos casos de dengue e de outras arboviroses em 2027.
O coordenador da Vigilância Ambiental de Manhuaçu, Leonardo Mota de Sales, destaca que as condições climáticas previstas para os próximos meses exigem atenção da população e intensificação das medidas de prevenção. Segundo ele, a preocupação também está relacionada à influência do fenômeno El Niño, que provoca o aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pode interferir nos padrões climáticos.
Um novo Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) será realizado no início de novembro. O resultado deverá apresentar um panorama mais atualizado da situação do município após o início do período chuvoso.
A Vigilância Ambiental também já identificou regiões que exigem atenção especial. Entre os bairros citados por Leonardo estão Nossa Senhora Aparecida, São Francisco de Assis, Santa Luzia e Engenho da Serra, em razão da concentração populacional. O Centro e o Coqueiro também demandam cuidados devido à circulação de pessoas em locais de trabalho e instituições de ensino.
O coordenador explica que a transmissão da dengue pode ocorrer em diferentes ambientes, inclusive dentro das residências e nos locais de trabalho. Por isso, a prevenção precisa fazer parte da rotina da população, principalmente com a eliminação de recipientes que possam acumular água.
Danilo Alves – Tribuna do Leste



