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Violência contra mulheres rurais preocupa FETAEMG

A sombria estatística quanto aos casos de violência contra a mulher trabalhadora rural está chamando a atenção e agora os olhares da Federação dos Trabalhadores da Agricultura no Estado de Minas Gerais (FETAEMG). A violência “velada”, onde o silêncio e o medo levam a dados inexpressivos sobre o crime, dificultam as políticas públicas efetivas de combate.
Em grande parte o medo é um dos principais fatores que leva mulheres a não realizarem denúncias por agressão. Em outros casos, o fator resultante é o homicídio.

Durante visita a Manhuaçu, a coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Fetaemg, Alaíde Bagetto, disse à reportagem Tribuna do Leste que, a violência contra as mulheres no meio rural é maior e que a dificuldade da mulher em denunciar é um agravante, já que muitos municípios não têm delegacias especializadas. Em alguns casos, a mulher acaba jogando com a sorte, visto que, nos finais de semana não há como buscar socorro mediante as graves ameaças. Os agressores usam bebida alcoólica e aproveitam que a vítima não tem onde recorrer e isso faz com que elas sofram terríveis violências de forma velada.

Movimento para frear a violência

Alaíde Bagetto destaca que todo um trabalho está sendo realizado pela Fetaemg, a fim de encorajar as mulheres, sobretudo, para denunciar mesmo sabendo que o campo tem um viés mais perverso no aspecto cultural, que difere do setor urbano. Com isso, o enfrentamento e atendimento às mulheres, que estão em situação de violência fica mais difícil.

Para Alaíde Bagetto, a Fetaemg tem dado suporte juntamente com todas as coordenadoras regionais, no sentido de fortalecer o movimento das mulheres. Agora, elas já estão se preparando para a Marcha das Margaridas, que acontecerá em Brasília nos dias 13 e 14 de agosto, onde o movimento estará gritando por melhorias na valorização do trabalho da mulher, terra, agroecologia e basta violência. “Há a necessidade de os órgãos de serviço e toda a sociedade abraçarem essa causa, para que haja mais valor, respeito, tratamento igual e que o machismo não fique imperando, principalmente na zona rural”, destaca Alaíde Bagetto.

Eduardo Satil

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