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Ciclovia Dr. Jorge Hannas oferece riscos

Sob as atuais condições da ciclovia Dr. Jorge Hannas, que inicia no Trevo Zebu e estende-se até ao Bairro Ponte da Aldeia, há dúvidas se é mais seguro pedalar nas pistas para bicicletas e pedestres, ou entre os carros nas faixas de trânsito comum.

Ao longo do percurso, sobretudo, a partir do Trevo do Cafeicultor, os ciclistas, pedestres que caminham ou atletas que correm enfrentam uma série de riscos. Em alguns pontos o pavimento está tomado por rachaduras, desnível e alguns buracos.

Em determinados trechos existem alguns comércios instalados, que aproveitam o espaço para colocar objetos, materiais e mercadorias. Alguns pilares que separavam a ciclovia da rodovia, ao longo do trecho, já desapareceram e tudo virou espaço para colocar carros à venda; motoristas e motoqueiros aproveitam para fazer ultrapassagem sem segurança e com isso os usuários da ciclovia ficam em risco iminente de serem atropelados.

Diariamente, o trecho é bastante movimentado por pessoas que praticam esporte, principalmente a corrida de rua e a caminhada. Os problemas são constatados facilmente, por quem percorre a ciclovia de bicicleta ou andando até ao Bairro Ponte da Aldeia.

Susto para quem caminha

Outra situação corriqueira na ciclovia é que a retirada dos pilares possibilita abertura para a ultrapassagem de carros e motoqueiros à direita, como se fosse um gargalo para adiantar viagem e com isso o risco de um atropelamento torna-se maior.

De pouco a pouco, a ciclovia está perdendo o sentido para o qual foi construída. Pessoas que conversaram com a reportagem observaram detalhes importantes que podem ser corrigidos e caso os comerciantes persistam sugerem que haja fiscalização, identificação e aplicação de multa pelo desrespeito, principalmente com a vida humana.

Um ciclista que pediu para não ser identificado, disse à reportagem que tem presenciado esse comportamento todos os dias. A ciclovia apresenta ainda ‘armadilhas’, que oferecem risco de queda aos ciclistas, bem como os corredores que passam pelo piso irregular. “É necessário que seja feita a revitalização de todo o trecho e os comerciantes que tenham consciência de não tirarem os pilares que demarcam a área para a prática do esporte. Aqueles que tirarem, que sejam punidos”, argumenta.

A área é de domínio federal e a competência de fiscalização é da Polícia Rodoviária Federal, para impedir a ocupação com materiais diversos e até veículos deixados pelas agências existentes ao longo da ciclovia.

Eduardo Satil

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