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Asfaltos danificados e crateras geram insegurança a motoristas e pedestres

Quem percorre por alguns bairros e ruas de Manhuaçu depara com a lembrança do sinistro ocorrido no dia 25 de janeiro, em que a cidade ficou alagada e moradores apavorados com a destruição provocada pela enchente.

Embora a Prefeitura tenha realizado ações para amenizar as dificuldades ainda há muito o que ser feito. Contratações foram realizadas, porém, todo o município necessita da presença constante do Poder Público.

É o caso do trecho que fica na Avenida Castelo Branco (Bairro Santana), que foi deslocado e por pouco a lama não atingiu a Avenida Tancredo Neves. O barranco que desabou abriu uma cratera de aproximadamente 4 metros e agora está comprometendo boa parte da via. Embora esteja sinalizada, ainda oferece risco a motoristas e motociclistas desavisados que passam pelo local.

Os moradores contam que a cada chuva o barranco solta um “pedaço”, agravando a situação do trecho que está bastante perigoso. De um lado existe a cobrança dos moradores e do outro lado existe uma variedade de atendimentos a serem feitos para atender a população.

Rua Waldemar Gouveia: asfalto racha e risco aumenta
Considerada como um atalho para chegar ao Parque de Exposições, a Rua Waldemar Gouveia que liga o Bairro Vila Deolinda ao Bairro Ponte da Aldeia, também está pedindo ação para voltar a garantir segurança a motoristas, que usam o trecho como “gargalo”, a fim de fugir do trânsito na BR 262. Tornou-se um lugar bastante movimentado por carros, motos e até mesmo pedestres.

Mas, antes de chegar na entrada do Parque de Exposições, o asfalto apresenta rachadura e afundamento, que compromete indiretamente aos usuários. Bem abaixo, o barranco também deslizou em sentido ao leito do rio Manhuaçu, que pode ser visto de cima devido à abertura que se formou com o desmoronamento. Para evitar acidentes, o local foi sinalizado de forma precária somente para alertar os usuários quanto ao risco e mesmo assim, alguns motoristas desenvolvem velocidade incompatível para o local. “É preciso olhar para cá, começar a estudar o melhor para a recuperação desse trecho, que está ficando caótico. Quando ocorrer uma outra chuva forte, corre-se o risco dessa parte que apresenta rachadura não aguentar e tudo ir abaixo, bem como a gente ficar até mesmo sem essa passagem. Vai ficar pior”, disse um morador.
Outro caso que está desafiando a prefeitura é a ponte que dá acesso ao Parque de Exposições, que teve o guarda mão destruído pela enchente. De um lado e outro, a proteção ficou completamente destruída e, para os moradores a passagem fica insegura e a sensação de medo ao passar sobre a ponte. Observando à distância, percebe-se que a maioria das pessoas passam amedrontadas e os motoristas transitam sem atentar para o perigo.

De acordo com o Secretário Municipal de Obras, Eduardo Ribeiro, todos os lugares citados pela reportagem estão sendo analisados cuidadosamente pela equipe técnica e engenharia. A prioridade está sendo para os locais que demandam maior movimento e risco. Ao falar da Avenida Castelo Branco, ele disse que será necessária a compactação bem abaixo, com colocação de terra para o serviço ficar perfeito.

Quanto a ponte de acesso ao parque, também está sendo viabilizado o estudo para a recuperação da estrutura e solucionar de vez o problema. “A gente reconhece que a demanda e necessidade são muitas. A metodologia de trabalho para cada caso requer uma avaliação detalhada, mas de pouco a pouco vamos atendendo os casos mais complexos, ou que atinge maior número de pessoas”, disse Eduardo Ribeiro.

Eduardo Satil

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