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	<title>Dr. Carlos Roberto Souza &#8211; Tribuna do Leste</title>
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	<description>Há 50 anos levando informação para o Leste de Minas</description>
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	<title>Dr. Carlos Roberto Souza &#8211; Tribuna do Leste</title>
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	<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: O golpe da falsa influência</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/09/seguranca-publica-e-cidadania-o-golpe-da-falsa-influencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2026 13:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá, amigos. Eu sou Carlos Souza, Delegado-Geral de Polícia Civil e Chefe da Delegacia Regional de Ponte Nova, e este é o nosso programa Segurança Pública e Cidadania. Hoje quero fazer um alerta sobre uma prática que merece atenção de toda a sociedade: pessoas que afirmam possuir influência sobre policiais, peritos, delegados, promotores, juízes ou &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true" data-pm-slice="1 1 []"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Olá, amigos. Eu sou Carlos Souza, Delegado-Geral de Polícia Civil e Chefe da Delegacia Regional de Ponte Nova, e este é o nosso programa Segurança Pública e Cidadania.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Hoje quero fazer um alerta sobre uma prática que merece atenção de toda a sociedade: pessoas que afirmam possuir influência sobre policiais, peritos, delegados, promotores, juízes ou outros agentes públicos e, a partir dessa mentira, pedem dinheiro para supostamente interferir em investigações ou processos.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Recentemente, tivemos em Ponte Nova um caso bastante esclarecedor. Durante uma investigação envolvendo um homem preso por tráfico de drogas, uma advogada teria solicitado à mãe dele a quantia de quatro mil reais, afirmando que o dinheiro serviria para pagar um perito da Polícia Civil e impedir que provas existentes em um aparelho celular fossem utilizadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A família fez o que qualquer cidadão deve fazer diante de uma proposta dessa natureza: procurou a Polícia Civil.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A investigação foi instaurada, houve cumprimento de mandado de busca e apreensão, análise de aparelhos celulares e realização de perícia. Ao final, ficou absolutamente esclarecido que nenhum perito, delegado, investigador ou qualquer outro servidor da Polícia Civil recebeu dinheiro, pediu vantagem ou participou de qualquer negociação ilícita.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A referência ao suposto perito fazia parte da narrativa utilizada para convencer a família de que seria possível interferir na investigação.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Esse tipo de golpe não é desconhecido. Alguém se apresenta como advogado, engenheiro, policial, servidor público, integrante do Judiciário, Ministério Público, Defensoria ou até mesmo como pessoa politicamente influente e afirma: “eu conheço alguém”, “posso resolver”, “consigo apagar essa prova”, “posso parar essa investigação”.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">E então vem o pedido de dinheiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Não importa se quem recebe essa proposta é vítima, familiar ou até mesmo pessoa investigada por um crime. Não pague. Procure imediatamente uma autoridade e comunique o fato.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">É importante compreender também que uma investigação criminal não depende da vontade isolada de uma única pessoa. Existem delegados, investigadores, escrivães, peritos, sistemas informatizados, registros oficiais, Ministério Público, Poder Judiciário e mecanismos internos e externos de controle. Imaginar que alguém, mediante um simples pagamento clandestino, possa fazer desaparecer uma investigação é justamente a mentira utilizada pelo golpista para obter dinheiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">No caso de Ponte Nova, a investigação foi concluída, os elementos foram encaminhados ao Ministério Público, houve oferecimento e recebimento de denúncia, e a investigada tornou-se ré, inclusive com imposição judicial de medidas cautelares.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Portanto, fica o alerta: quem pede dinheiro dizendo que pode comprar, corromper ou influenciar uma autoridade pode estar tentando enganar você.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Não negocie. Não pague. Não tenha medo de procurar a Polícia.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Mesmo quem está sendo investigado possui direitos — e um deles é o direito de não ser vítima de criminosos que exploram justamente o medo e a vulnerabilidade daquele momento.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Segurança pública também se faz com informação, confiança nas instituições e coragem para denunciar.</span></p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Delegado Carlos Souza</span></em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: O avanço das apostas e os reflexos na segurança e nas finanças</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/08/seguranca-publica-e-cidadania-o-avanco-das-apostas-e-os-reflexos-na-seguranca-e-nas-financas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2026 13:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos um tempo em que quase tudo está ao alcance de um toque. Compramos, vendemos, conversamos, trabalhamos e movimentamos dinheiro pelo celular. Mas essa facilidade também colocou dentro de nossas casas algo que, durante muito tempo, esteve restrito a determinados ambientes: o jogo. Hoje, as apostas on-line estão por toda parte. No futebol, nas redes &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Vivemos um tempo em que quase tudo está ao alcance de um toque. Compramos, vendemos, conversamos, trabalhamos e movimentamos dinheiro pelo celular. Mas essa facilidade também colocou dentro de nossas casas algo que, durante muito tempo, esteve restrito a determinados ambientes: o jogo.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="289"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Hoje, as apostas on-line estão por toda parte. No futebol, nas redes sociais, na publicidade e, principalmente, na tela do celular. Apostar tornou-se fácil, rápido e aparentemente inofensivo. E é justamente aí que precisamos começar uma reflexão importante sobre segurança pública e cidadania.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="584"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Não se trata de condenar moralmente quem eventualmente faz uma aposta. O problema surge quando aquilo que deveria ser entretenimento passa a ocupar o lugar da esperança financeira. Quando alguém começa a acreditar que o jogo poderá pagar uma dívida, complementar o salário ou resolver dificuldades econômicas, a diversão pode estar cedendo espaço para um grave problema.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="956"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A matemática das apostas é simples e muitas vezes esquecida: para que o sistema seja lucrativo, alguém precisa perder. E normalmente perde justamente aquele que acredita que, insistindo um pouco mais, conseguirá recuperar o prejuízo.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1191"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Perde cinquenta e aposta cem. Perde cem e coloca duzentos. Depois utiliza o cartão, recorre ao limite bancário, faz empréstimos ou esconde da família aquilo que está acontecendo.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1371"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Nesse momento, o problema deixa de ser apenas financeiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1430"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Como Delegado de Polícia, aprendi que muitos fatos graves que chegam às delegacias começaram muito antes do registro de uma ocorrência. Dívidas podem gerar discussões. Discussões podem destruir relacionamentos. O desespero financeiro pode produzir conflitos familiares, ameaças, fraudes e outras situações que acabam alcançando a segurança pública.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1780"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por isso, precisamos olhar para essa questão também como um problema social.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1858"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Existe ainda uma mensagem perigosa sendo repetida diariamente: a ideia de que enriquecer rapidamente é possível e que basta encontrar a aposta certa. Influenciadores exibem ganhos. Propagandas apresentam vencedores. Pouco se fala, entretanto, daqueles que perderam o salário, comprometeram a renda familiar ou se endividaram tentando recuperar aquilo que já haviam perdido.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="2233"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Precisamos conversar sobre isso dentro de casa, especialmente com os mais jovens.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="2316"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">É necessário ensinar novamente algo que talvez nossa sociedade esteja esquecendo: dinheiro possui relação com trabalho, planejamento, responsabilidade e tempo. A prosperidade construída lentamente pode não render uma propaganda emocionante, mas continua sendo o caminho mais seguro para uma vida financeiramente equilibrada.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="2642"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Também devemos estar atentos às pessoas próximas. Dívidas inexplicáveis, empréstimos sucessivos, irritação, isolamento, pedidos constantes de dinheiro e a necessidade desesperada de “recuperar o que perdeu” podem indicar que alguém precisa de ajuda.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="2893"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Nenhuma lei será capaz de substituir completamente a educação, o diálogo e a responsabilidade familiar.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="2998"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Talvez, então, a pergunta não seja simplesmente se alguém pode ou não apostar.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="3078"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A pergunta mais importante é: quem está no controle?</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="3132"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Porque existe uma enorme diferença entre colocar algum dinheiro em um jogo e, pouco a pouco, colocar no jogo o dinheiro, a família, a tranquilidade e a própria vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="3299"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Quando isso acontece, o jogo já deixou de ser jogo.</span></p>
<p data-renderer-start-pos="3299">
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="3299"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Quadro Segurança Pública e Cidadania com Delegado Carlos Souza</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: Violência oculta, Como Identificar?</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/08/seguranca-publica-e-cidadania-violencia-oculta-como-identificar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2026 12:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste mês de agosto, o Agosto Lilás nos convida a uma reflexão ainda mais profunda. Em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. São duas décadas de uma legislação que representou um avanço histórico no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Mas a experiência cotidiana nos mostra, de maneira dolorosa, &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Neste mês de agosto, o Agosto Lilás nos convida a uma reflexão ainda mais profunda. Em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. São duas décadas de uma legislação que representou um avanço histórico no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Mas a experiência cotidiana nos mostra, de maneira dolorosa, que a existência da lei, por si só, não é suficiente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Falo também como Delegado de Polícia e como alguém que, neste início de mês, acompanhou uma ocorrência que nos marcou profundamente. Em Rio Casca, uma jovem de apenas 25 anos foi vítima de feminicídio praticado, segundo as investigações, pelo próprio companheiro. Uma morte brutal, ocorrida no contexto de uma relação aparentemente marcada por conflitos recorrentes. Não havia medida protetiva vigente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Sem antecipar conclusões que pertencem à investigação, esse caso nos impõe uma pergunta que precisa ser feita por toda a sociedade: quantas tragédias ainda podem ser evitadas antes que a violência alcance seu ponto extremo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A violência doméstica raramente começa no feminicídio. Muitas vezes, ela vai se construindo silenciosamente: no controle excessivo, no ciúme transformado em posse, na humilhação, nas ameaças, no isolamento, nas agressões psicológicas e, depois, físicas. Por isso, precisamos aprender a reconhecer os sinais antes que seja tarde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A Lei Maria da Penha é fundamental. As medidas protetivas são instrumentos importantes e podem salvar vidas. A atuação das Polícias, do Ministério Público, do Judiciário, da assistência social e da saúde é indispensável. Mas nenhuma instituição, isoladamente, consegue enfrentar um problema que possui raízes sociais e culturais tão profundas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Precisamos fortalecer as redes de proteção. Precisamos de famílias mais atentas, comunidades que não tratem a violência dentro de casa como um problema particular do casal e pessoas dispostas a acolher, orientar e buscar ajuda diante dos primeiros sinais de abuso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Também precisamos conversar mais com nossos filhos e nossas filhas sobre relacionamentos saudáveis. É necessário ensinar que amor não é posse; ciúme não é prova de afeto; controle não é cuidado; ameaça não é discussão normal de casal. Nenhuma relação afetiva pode retirar de alguém sua dignidade, sua liberdade ou o direito de decidir sobre a própria vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Ao completar 20 anos, talvez uma das maiores mensagens da Lei Maria da Penha seja justamente esta: combater a violência contra a mulher não é responsabilidade apenas da vítima nem somente do Estado. É responsabilidade de todos nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Que o Agosto Lilás não seja apenas uma campanha ou uma cor no calendário. Que seja um chamado permanente à atenção, ao diálogo e à responsabilidade. Porque, quando os sinais são percebidos, quando a vítima encontra apoio e quando a sociedade age a tempo, uma história que poderia terminar em morte pode encontrar outro caminho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Carlos Souza &#8211; Delegado</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: A complacência com as drogas e o silêncio da prevenção</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/08/seguranca-publica-e-cidadania-a-complacencia-com-as-drogas-e-o-silencio-da-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 13:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá, eu sou o delegado Carlos Souza, e hoje quero tratar de um problema que parece crescer silenciosamente em nossa sociedade: a complacência com o consumo de drogas ilícitas e o enfraquecimento das campanhas de prevenção. Aparentemente, o aumento do número de consumidores, aliado à presença cada vez maior de pessoas tolerantes ou indiferentes aos &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Olá, eu sou o delegado Carlos Souza, e hoje quero tratar de um problema que parece crescer silenciosamente em nossa sociedade: a complacência com o consumo de drogas ilícitas e o enfraquecimento das campanhas de prevenção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Aparentemente, o aumento do número de consumidores, aliado à presença cada vez maior de pessoas tolerantes ou indiferentes aos riscos do vício, vem produzindo uma espécie de acomodação social. Como se falar contra o consumo de drogas fosse exagero, preconceito ou inconveniência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Essa tolerância parece estar contaminando também os espaços onde a prevenção deveria ser mais firme e permanente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Nas escolas, pouco se debate sobre os danos físicos, psicológicos, familiares e sociais causados pelas drogas. Nas universidades, muitas vezes o tema é tratado apenas sob aspectos políticos, jurídicos ou ideológicos, deixando-se em segundo plano a realidade concreta da dependência e da destruição de vidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Nas entidades religiosas, nos clubes, nas associações, nas empresas e até mesmo dentro das famílias, o assunto frequentemente é evitado. Fala-se de inúmeros temas relevantes, mas pouco se conversa com clareza sobre o vício, a perda da autonomia, a deterioração da saúde mental, o abandono dos estudos, a perda do trabalho, os conflitos familiares e a ruptura de projetos de vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Não se trata de perseguir, humilhar ou abandonar quem sofre com a dependência química. O dependente precisa de acolhimento, tratamento e oportunidades de recuperação. No entanto, acolher não significa normalizar o consumo nem silenciar diante de seus malefícios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Quando a sociedade banaliza o uso de drogas, também enfraquece a percepção de que o consumo alimenta o tráfico. E o tráfico, por sua vez, financia armas, organizações criminosas, disputas territoriais, homicídios, roubos, corrupção e diversas outras formas de violência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por isso, a prevenção precisa voltar a ocupar lugar de destaque.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Ela deve começar na infância, com linguagem adequada, avançar pela adolescência e permanecer durante a vida adulta. Escolas, igrejas, clubes, empresas, famílias e instituições públicas devem assumir sua responsabilidade na conscientização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">É preciso recuperar a coragem de dizer que as drogas causam dependência, enfraquecem o ser humano e produzem consequências que atingem toda a sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">O silêncio não protege. A tolerância excessiva não educa. E a complacência com o vício somente favorece aqueles que lucram com a fragilidade humana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Prevenir também é segurança pública. Informar é proteger. Conscientizar é salvar vidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Eu sou o delegado Carlos Souza, e este é o programa Segurança Pública e Cidadania – O que temos com isso?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Segurança Pública e Cidadania com Carlos Souza</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: Golpe do falso advogado, não transfira dinheiro sem confirmar</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/07/seguranca-publica-e-cidadania-golpe-do-falso-advogado-nao-transfira-nada-sem-confirmacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 13:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje, o nosso alerta é sobre uma modalidade criminosa que vem causando prejuízos financeiros e preocupação: o golpe praticado mediante o uso indevido do nome, da fotografia e da identidade de advogados, promotores de Justiça e até de órgãos do Poder Judiciário. As principais vítimas são cidadãos que possuem ações em andamento na Justiça. Os &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true" data-pm-slice="1 1 []"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Hoje, o nosso alerta é sobre uma modalidade criminosa que vem causando prejuízos financeiros e preocupação: o golpe praticado mediante o uso indevido do nome, da fotografia e da identidade de advogados, promotores de Justiça e até de órgãos do Poder Judiciário.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">As principais vítimas são cidadãos que possuem ações em andamento na Justiça. Os criminosos obtêm informações sobre o processo, criam uma conta de WhatsApp ou um endereço eletrônico falso, colocam a fotografia do advogado e entram em contato com o cliente.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Na mensagem, afirmam que a ação foi ganha e que existe um valor disponível para recebimento. Entretanto, dizem que, antes da liberação, a vítima precisa transferir determinada quantia para pagar custas, taxas, impostos, honorários ou alguma suposta despesa judicial.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Em alguns casos, pedem dois, três, quatro ou cinco mil reais. Prometem que, logo após o pagamento, o valor da ação será depositado na conta do cliente.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Isso é golpe!</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Uma fotografia no perfil do WhatsApp não comprova a identidade de ninguém. O criminoso pode copiar a imagem do advogado das redes sociais e afirmar que ele trocou de número. Também pode utilizar nomes de escritórios, servidores públicos ou instituições da Justiça para dar aparência de legalidade à fraude.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por isso, jamais transfira dinheiro movido pela ansiedade ou pela promessa de receber rapidamente o valor de uma ação judicial.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Antes de qualquer pagamento, ligue para o número que você já conhece, peça para ouvir a voz do seu advogado ou compareça pessoalmente ao escritório. Confirme os dados bancários e pergunte exatamente qual é a finalidade da cobrança.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Valores reconhecidos judicialmente são pagos pelos meios legais e oficiais, que podem envolver alvarás, depósitos judiciais, requisições de pequeno valor ou precatórios, conforme o caso. A liberação não depende de uma transferência urgente solicitada por uma mensagem inesperada no WhatsApp.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Os advogados que descobrirem o uso indevido de seus nomes e fotografias devem comunicar imediatamente seus clientes e registrar ocorrência policial. Essa providência é importante para resguardar o profissional, preservar sua credibilidade e permitir a investigação.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Da mesma forma, quem recebeu a mensagem ou realizou algum pagamento deve guardar os números utilizados, as conversas, os comprovantes, os dados bancários, os áudios e as imagens, procurando a instituição financeira e a Polícia Civil o mais rapidamente possível.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A investigação pode identificar contas, telefones e outros rastros deixados pelos autores. Mas a prevenção ainda é a melhor proteção.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Desconfie da urgência, confirme pessoalmente as informações e nunca transfira dinheiro sem ter certeza de quem está recebendo.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Eu sou o delegado Carlos Souza. Este foi o programa Segurança Pública e Cidadania — o que temos com isso?</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Informação e prevenção também são instrumentos de segurança pública e cidadania.</span></p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Coluna Segurança Pública e Cidadania com o Delegado Carlos Souza</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: Estrutura e Expansão das Organizações Criminosas no Interior</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/07/seguranca-publica-e-cidadania-estrutura-e-expansao-das-organizacoes-criminosas-no-interior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 13:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[No programa anterior, conversamos sobre a interiorização da violência e como o crime organizado tem expandido sua atuação para cidades do interior. Hoje vamos compreender melhor como essas organizações criminosas se estruturam, como recrutam pessoas e por que conseguem se expandir para localidades cada vez menores. A primeira coisa que precisamos entender é que as &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true" data-pm-slice="1 1 []"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">No programa anterior, conversamos sobre a interiorização da violência e como o crime organizado tem expandido sua atuação para cidades do interior. Hoje vamos compreender melhor como essas organizações criminosas se estruturam, como recrutam pessoas e por que conseguem se expandir para localidades cada vez menores.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A primeira coisa que precisamos entender é que as facções criminosas funcionam como verdadeiras organizações econômicas ilegais. Seu principal objetivo não é promover violência por si só. A violência é apenas um instrumento utilizado para proteger uma atividade extremamente lucrativa: o tráfico de drogas e outros mercados ilícitos.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Como qualquer organização, esses grupos precisam de pessoas para desempenhar funções específicas. Precisam de quem transporte drogas, armazene mercadorias ilícitas, distribua entorpecentes, recolha dinheiro, faça comunicações e forneça apoio logístico.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">É justamente nesse ponto que ocorre a cooptação de novos integrantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Muitas vezes, jovens são atraídos pela falsa promessa de dinheiro fácil, status, pertencimento a um grupo e ascensão rápida. O que não lhes é mostrado é que a vida dentro dessas organizações normalmente termina de três formas: prisão, morte ou destruição de seu futuro e de sua família.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">As facções sabem identificar vulnerabilidades. Procuram pessoas com dificuldades financeiras, jovens em busca de reconhecimento ou indivíduos que acreditam estar diante de uma oportunidade de ganho rápido. Aos poucos, esses recrutados passam a integrar a engrenagem do crime organizado.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Outro aspecto importante é a logística.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">As drogas percorrem grandes distâncias até chegarem ao consumidor final. Nesse trajeto, cidades do interior acabam sendo utilizadas como pontos de passagem, armazenamento e redistribuição. Municípios localizados próximos a importantes rodovias ou entroncamentos viários tornam-se estratégicos para essas organizações.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por isso, vemos o fortalecimento de grupos criminosos em micropolos e macropolos regionais. Algumas cidades passam a concentrar serviços, comércio, transporte e circulação de pessoas. Naturalmente, também despertam o interesse de organizações criminosas que buscam ampliar mercados e controlar rotas de distribuição.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">O problema é que o tráfico de drogas raramente vem sozinho. Com ele costumam surgir disputas territoriais, homicídios, porte ilegal de armas, corrupção de menores, lavagem de dinheiro e diversos outros delitos que afetam diretamente a tranquilidade da população.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">É importante compreender que a expansão dessas organizações não ocorre da noite para o dia. Ela acontece de forma gradual, aproveitando oportunidades, vulnerabilidades e a busca constante pelo lucro.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por isso, o enfrentamento ao crime organizado exige investigação qualificada, inteligência policial, integração entre instituições e participação da comunidade, especialmente por meio de denúncias e informações que permitam identificar essas estruturas antes que se consolidem.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Eu sou o Delegado Carlos Souza, e este foi mais um Segurança Pública e Cidadania.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Lembre-se: o crime organizado cresce quando encontra espaço para se desenvolver, mas perde força quando a sociedade e as instituições atuam juntas na defesa da lei, da ordem e da paz social.</span></p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Carlos Souza &#8211; Delegado de Polícia</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: Participação da comunidade auxilia na prevenção de crimes</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/06/seguranca-publica-e-cidadania-participacao-da-comunidade-auxilia-na-prevencao-de-crimes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá, meus amigos. Hoje quero conversar com vocês sobre um dos instrumentos mais importantes para a construção de uma sociedade segura: a participação da comunidade na segurança pública. Muitas pessoas acreditam que a segurança é uma responsabilidade exclusiva das polícias. Na verdade, a segurança pública é um dever do Estado, mas também um compromisso que &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true" data-pm-slice="1 1 []"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Olá, meus amigos.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Hoje quero conversar com vocês sobre um dos instrumentos mais importantes para a construção de uma sociedade segura: a participação da comunidade na segurança pública.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Muitas pessoas acreditam que a segurança é uma responsabilidade exclusiva das polícias. Na verdade, a segurança pública é um dever do Estado, mas também um compromisso que depende da colaboração de toda a sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Nenhuma instituição conhece melhor uma comunidade do que as pessoas que vivem nela. São os moradores que percebem mudanças na rotina de uma rua, identificam movimentações suspeitas, observam situações que fogem à normalidade e podem fornecer informações importantes para prevenir crimes e auxiliar investigações.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por isso, a participação da população é fundamental. Essa colaboração pode ocorrer de diversas formas: por meio de denúncias anônimas, pelo contato direto com as forças de segurança, através dos canais oficiais de comunicação ou até mesmo em conversas pessoais com policiais que atuam na região.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Muitas operações policiais que resultaram na prisão de criminosos, na recuperação de bens furtados e na apreensão de drogas tiveram origem em informações fornecidas por cidadãos atentos e comprometidos com o bem-estar coletivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Nas áreas rurais, essa participação torna-se ainda mais importante. Proprietários rurais, trabalhadores do campo e moradores de comunidades mais afastadas conhecem profundamente a rotina local e conseguem identificar rapidamente situações incomuns, como a presença de pessoas estranhas, veículos suspeitos ou movimentações incompatíveis com a normalidade da região.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Da mesma forma, nos bairros urbanos, a união entre vizinhos fortalece a prevenção e dificulta a ação de criminosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Nesse contexto, merecem destaque as Redes Comunitárias de Segurança. São iniciativas em que moradores, comerciantes, produtores rurais e lideranças locais se organizam para compartilhar informações, discutir problemas de segurança e desenvolver estratégias coletivas de prevenção.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Muitas dessas redes utilizam grupos de WhatsApp administrados de forma responsável e integrada às forças de segurança. Outras promovem reuniões periódicas para debater desafios e buscar soluções para os problemas enfrentados pela comunidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">É importante destacar que essas redes não substituem o trabalho policial. Seu objetivo não é fazer justiça com as próprias mãos nem promover perseguições. Pelo contrário. Elas servem para aproximar a população das instituições, fortalecer a cultura da prevenção e criar um ambiente de cooperação em favor da segurança de todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Quando a comunidade participa, as informações circulam com mais rapidez, os riscos são identificados mais cedo e as forças de segurança conseguem atuar com maior eficiência.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A segurança pública mais eficaz é aquela construída pela união entre cidadãos conscientes e instituições comprometidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Eu sou o Delegado Carlos Souza, e este foi mais um Segurança Pública e Cidadania.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Lembre-se: uma comunidade atenta, organizada e participativa é uma das maiores aliadas da segurança pública e uma das maiores barreiras contra a criminalidade.</span></p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Delegado Carlos Souza no quadro Segurança Pública e Cidadania</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: Alerta de Segurança, A Fiscalização no Trânsito em Dias de Jogos</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/06/seguranca-publica-e-cidadania-alerta-de-seguranca-a-fiscalizacao-no-transito-em-dias-de-jogos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 13:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[Estamos vivendo mais um período de grandes competições esportivas, momentos em que famílias e amigos se reúnem para assistir aos jogos, torcer por suas equipes e compartilhar momentos de alegria e confraternização. O esporte tem esse poder de unir pessoas, criar boas lembranças e fortalecer os laços sociais. Porém, infelizmente, é também nesses momentos de &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true" data-pm-slice="1 1 []"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Estamos vivendo mais um período de grandes competições esportivas, momentos em que famílias e amigos se reúnem para assistir aos jogos, torcer por suas equipes e compartilhar momentos de alegria e confraternização.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">O esporte tem esse poder de unir pessoas, criar boas lembranças e fortalecer os laços sociais. Porém, infelizmente, é também nesses momentos de grande euforia que podem surgir situações de risco capazes de transformar uma comemoração em tragédia.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Um dos principais problemas observados pelas forças de segurança é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas associado à condução de veículos. Muitas pessoas acreditam que estão em condições de dirigir após ingerir álcool, mas a realidade é que mesmo pequenas quantidades já afetam os reflexos, reduzem a capacidade de reação e aumentam significativamente o risco de acidentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Todos os anos, durante grandes eventos esportivos, registram-se acidentes graves, lesões e mortes que poderiam ser evitados. Em muitos casos, não apenas o condutor sofre as consequências. Famílias inteiras, passageiros inocentes, motociclistas e pedestres acabam se tornando vítimas de decisões tomadas em poucos segundos.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Além dos riscos no trânsito, o excesso de álcool e a perda do controle emocional também podem resultar em brigas, agressões, danos ao patrimônio, violência doméstica e outros crimes que frequentemente começam por motivos banais e terminam em graves consequências para todos os envolvidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por essa razão, as forças de segurança pública atuam de forma intensificada durante esses períodos. Nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal reforça a fiscalização e o combate à embriaguez ao volante. Nas rodovias estaduais, a Polícia Militar Rodoviária realiza operações preventivas e repressivas para garantir a segurança dos usuários das estradas. Nas cidades, a Polícia Militar, a Polícia Civil, os órgãos de trânsito e demais instituições permanecem mobilizados para preservar a ordem pública e proteger a população.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Mas é importante lembrar que nenhuma ação policial substitui a responsabilidade individual.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A melhor forma de evitar acidentes e ocorrências é o exercício da prudência. Se for consumir bebida alcoólica, não dirija. Escolha um motorista da rodada, utilize transporte por aplicativo, táxi ou peça ajuda a familiares e amigos. Se perceber alguém alterado, não permita que assuma a direção de um veículo.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Comemorar é legítimo. Torcer é saudável. Vibrar com o esporte faz parte da nossa cultura. Mas toda celebração deve respeitar limites que garantam a segurança de todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Que possamos viver esses momentos com alegria, responsabilidade e respeito à vida, para que as boas lembranças da festa não sejam substituídas pela dor de uma perda que poderia ter sido evitada.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Eu sou o Delegado Carlos Souza, e este foi mais um Segurança Pública e Cidadania.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Porque segurança pública não depende apenas da atuação das instituições. Ela começa com as escolhas que cada um de nós faz todos os dias.</span></p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Quadro Segurança Pública e Cidadania com o Delegado Carlos Souza</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança Pública e Cidadania: Delegado Carlos Souza aborda enfrentamento à violência contra crianças no Maio Laranja</title>
		<link>https://www.tribunadoleste.com.br/2026/05/seguranca-publica-e-cidadania-delegado-carlos-souza-aborda-enfrentamento-a-violencia-contra-criancas-no-maio-laranja/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 13:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste mês de maio, conhecido como Maio Laranja, convido você a olhar para uma das formas mais cruéis e silenciosas de violência: a violência sexual contra crianças e adolescentes. E precisamos começar com uma verdade dura: as crianças e os adolescentes são, sim, as maiores vítimas desse tipo de violência no Brasil — e, ao &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="108"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Neste mês de maio, conhecido como Maio Laranja, convido você a olhar para uma das formas mais cruéis e silenciosas de violência: a violência sexual contra crianças e adolescentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="334"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">E precisamos começar com uma verdade dura: as crianças e os adolescentes são, sim, as maiores vítimas desse tipo de violência no Brasil — e, ao mesmo tempo, são as menos ouvidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="514"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por quê? Porque muitas vezes não têm idade ou discernimento para entender o que estão sofrendo. Porque não têm meios de pedir ajuda. E, principalmente, porque essa violência acontece, na maioria das vezes, dentro de casa, praticada por pessoas próximas — por quem deveria proteger.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="797"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Isso cria um cenário extremamente grave: a chamada cifra negra, ou seja, a enorme quantidade de casos que nunca chegam ao conhecimento das autoridades.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="950"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Enquanto a sociedade avançou — e isso é justo — na construção de redes de proteção à mulher, precisamos reconhecer que ainda falhamos com nossas crianças. Crianças de 2, 3, 5, 7 anos são abusadas dentro do ambiente doméstico, e esses crimes permanecem invisíveis. Invisíveis hoje, mas com consequências profundas no futuro: traumas psicológicos, sofrimento emocional e marcas que acompanham toda a vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1355"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">E aqui cabe uma reflexão: se a violência doméstica já é devastadora para um adulto, imagine para uma criança que não tem voz, não tem autonomia e, muitas vezes, depende justamente de quem a agride.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1554"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Por isso, este mês não pode ser apenas simbólico. Ele precisa ser um chamado à ação.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1640"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Precisamos discutir — sem rodeios, sem superficialidade — como dar voz às nossas crianças. Como criar mecanismos reais de proteção. Como fortalecer o papel da escola, da sociedade, e também enfrentar uma verdade difícil: muitas vezes, o problema está dentro da própria família.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="1919"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">É urgente pensar em políticas públicas mais eficazes, em uma rede de proteção robusta e, se necessário, em novas legislações que coloquem a criança no centro da proteção do Estado e da sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="2116"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Proteger nossas crianças não é uma opção. É um dever coletivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="2180"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Neste Maio Laranja, que a gente não apenas fale — mas que a gente aja. Que a gente escute mais. Que a gente proteja mais. Porque garantir a segurança de uma criança hoje é garantir o futuro de toda a nossa sociedade amanhã.</span></p>
<p data-renderer-start-pos="2180">
<p style="text-align: justify;" data-renderer-start-pos="2180"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Quadro Segurança Pública e Cidadania com Delegado Carlos Souza</span></em></p>
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		<title>Segurança Pública e Cidadania: Crimes Virtuais começam e demorou a serem combatidos pela Lei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 13:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Carlos Roberto Souza]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[Meus amigos e amigas, mais uma eu Carlos Souza, Delegado de Polícia venho com mais uma novidade que impacta nosso dia a dia. Nos últimos anos, todos nós sentimos na pele como os crimes contra o patrimônio cresceram e mudaram de forma. Antes, o ladrão precisava estar na rua, armado, abordando alguém. Hoje, muitas vezes &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Meus amigos e amigas, mais uma eu Carlos Souza, Delegado de Polícia venho com mais uma novidade que impacta nosso dia a dia. Nos últimos anos, todos nós sentimos na pele como os crimes contra o patrimônio cresceram e mudaram de forma.</p>
<p>Antes, o ladrão precisava estar na rua, armado, abordando alguém. Hoje, muitas vezes ele nem sai de casa: basta um celular, internet e má intenção. E é justamente por causa dessa transformação que a nova Lei 15.397 de 2026 veio endurecer várias penas do Código Penal. Essa reforma mexeu em crimes como furto, roubo, receptação e interrupção de serviços essenciais.</p>
<p>Mas eu quero chamar sua atenção para um ponto específico que vem destruindo o orçamento de milhares de brasileiros: o estelionato, principalmente o estelionato online.O número de golpes digitais cresce de forma absurda.</p>
<p>Todos os anos vemos milhões — milhões de milhões — sendo arrancados de pessoas honestas por criminosos que vivem de enganar. Golpe do WhatsApp, do Pix, do link falso, do “funcionário do banco”, do “motoboy”. A criatividade dos golpistas é enorme — e o prejuízo das vítimas, maior ainda.</p>
<p>A lei nova fez duas mudanças muito importantes.A primeira: criou uma figura específica chamada “cessão de conta laranja”. É aquele caso em que alguém empresta ou vende sua conta bancária para outra pessoa movimentar dinheiro sujo. Agora isso virou crime claro e direto. Quem cede a conta vira cúmplice do esquema, com pena dura.A segunda mudança é no coração do problema: a fraude eletrônica.</p>
<p>Antes já existia punição, mas agora a lei ampliou e reforçou. Golpes feitos por aplicativos, por redes sociais, por mensagens, por clonagem de dispositivos — tudo isso agora está enquadrado com penas maiores, podendo chegar a 8 anos de cadeia.</p>
<p>E tem mais: a lei derrubou aquela exigência de representação da vítima em muitos casos de estelionato. Isso significa que, para vários tipos de golpe, a polícia pode agir imediatamente, sem depender de formalidades que atrasavam a investigação.</p>
<p>O objetivo é simples: não deixar o criminoso digital se esconder atrás da tecnologia.O Brasil vive hoje um cenário em que o bandido usa a internet como se fosse terra sem lei. Mas não é. A lei mudou exatamente para reduzir essa sensação de impunidade e pressionar quem lucra enganando famílias, aposentados, comerciantes, jovens e até servidores públicos.</p>
<p>O recado é claro: golpe digital agora dói mais no bolso e na liberdade do criminoso.</p>
<p>E para você que nos acompanha: desconfie sempre, nunca clique em link que não conhece e, ao menor sinal de golpe, procure a Polícia Civil. Segurança pública e cidadania começam pela informação.</p>
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